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Instituto Próstata oferece nova tecnologia para tratar crescimento benigno da próstata

Saúde

Instituto Próstata oferece nova tecnologia para tratar crescimento benigno da próstata

Instituição é do Hospital Moriah, considerado o primeiro hospital privado do País a oferecer o HoLEP: tratamento com laser que possibilita alta hospitalar em 24 horas

Larissa Agnez

Redação Folha Vitória
Foto: Instituto Próstata/ Hospital Moriah
Hospital Moriah está localizado em Moema, bairro da zona sul da capital paulista, e ocupa a antiga sede da Rede Record, assim como a operadora pertence ao mesmo grupo de empresas da Igreja Universal, do bispo Edir Macedo.

Por anos a antiga sede da Rede Record levou à população informação, seriedade e notícias de credibilidade. Após realocação para uma nova sede, o espaço foi aproveitado para atender a sociedade no âmbito da saúde. Há quatro anos, a Life Empresarial inaugurou o Hospital Moriah, que no ano passado implantou o Instituto Próstata, que funciona dentro da unidade e conta com um grupo seleto de médicos da USP e Unifesp, todos escolhidos por um dos urologistas mais prestigiados no Brasil: Miguel Srougi, fundador do Instituto.

O centro é um serviço que visa compreender todas as doenças que mais amedrontam os homens, desde as benignas, até o câncer. O Instituto Próstata abrange as áreas de diagnóstico, patologias, tratamento cirúrgico, tratamentos não cirúrgicos e disfunções, por meio de técnicas inovadoras, equipamentos de ponta e profissionais treinados fora do país e incluem ainda psicologia, fisioterapia, ensino e pesquisa.

Uma questão de saúde 

A negligência masculina com o cuidado da própria saúde e os crescentes números dos óbitos, alertam sobre a necessidade de um centro específico para o tratamento de doenças, que poderiam ser evitadas com simples mudanças de hábitos, como a realização dos exames periódicos. 

Segundo informações da American Cancer Society, homens em geral devem começar os exames preventivos a partir dos 50 anos. Homens negros apresentam maior risco para o câncer de próstata, então começam os exames aos 45, mas homens com casos na família antes dos 65 anos devem fazer seus exames a partir dos 40 anos. A periodicidade desse screaning deve ser estabelecida pelo médico urologista, para cada individuo, de acordo com seu histórico.

Foto: Instituto Próstata/ Hospital Moriah
Prof. Dr. Miguel Srougi, é um dos mais prestigiados urologistas do Brasil, reconhecido em vários outros países. 

O preconceito como empecilho 

De acordo com o urolgista Miguel Srougi, por mais que estejamos bem acostumados a todas as campanhas, ainda existe muito preconceito com relação ao exame de toque retal, que é o principal método (mais rápido e barato) para detecção precoce do câncer de próstata. Enquanto que o exame de sangue para detecção do PSA, mesmo com um custo baixo e fácil acesso, tampouco se tornou muito popular. Apesar de não ser uma alternativa ao toque retal, os exames se complementam. Os níveis de PSA (substância produzida somente pelas células da próstata) se mostram aumentados em um exame de sangue quando há um tumor maligno na próstata.

O futuro 

Um em cada sete homens terão câncer de próstata e as novas gerações já estão conscientes disso e derrubando os tabus. Sabem que quanto mais cedo descobrir as características da doença, melhor. 

Em 20% dos casos são de tumores muito agressivos, que podem se espalhar rapidamente pelo corpo. Quando o assunto é prevenção, embora a maioria dos tipos de câncer de próstata não seja “evitável”, vale a regra para toda doença oncológica: dieta pobre em gorduras, peso ideal, atividade física. "No caso da próstata, o licopeno, presente no tomate e na goiaba, entre outros, já se mostrou bastante protetor", destaca o especialista. 

Novo laser permite tratamento do crescimento benigno da próstata de forma menos invasiva

No Instituto da Próstata, novos tratamento visão oferecer melhor qualidade de vida aos pacientes. No Brasil, em geral, a maioria dos casos de crescimento da próstata são tratados com medicações, que aliviam os sintomas em cerca de 80% dos pacientes. 

O primeiro grupo de medicações é dos relaxantes musculares da próstata, que atuam reduzindo a resistência do canal uretral. O segundo grupo é dos bloqueadores da ação da testosterona, que atuam reduzindo o tamanho da próstata em cerca de 15% e impedindo seu crescimento.

As principais limitações do tratamento medicamentoso estão no fato de aliviarem apenas parcialmente os sintomas, na necessidade de uso contínuo e por toda a vida e nos potenciais efeitos colaterais. 

Efeitos colaterais 

O grupo dos relaxantes da próstata pode levar à tontura, astenia (fraqueza) e redução do volume da ejaculação. Por sua vez, os medicamentos de ação hormonal podem causar redução da libido e da qualidade das ereções.

Os pacientes que não respondem ou que não se adaptam bem às medicações, assim como os que apresentam alguma complicação relacionada ao crescimento da próstata (retenção urinária aguda, sangramentos ou infecções urinárias de repetição, alteração da função renal), tornam-se candidatos ao tratamento cirúrgico.

Foto: Instituto Próstata/ Hospital Moriah
Centro cirúrgico no Instituto Próstata. 

Inovação 

Segundo o urologista Alberto Azoubel Antunes, o HoLEP apresenta resultados funcionais semelhantes aos dos tratamentos tradicionais e, por esse motivo já é indicado pelas principais diretrizes internacionais como uma opção de primeira linha aos métodos cirúrgicos tradicionais.

A principal vantagem do HoLEP está no fato de permitir o tratamento de próstatas de qualquer peso pela via endoscópica (canal da uretra), sem a necessidade de cirurgia aberta. O método também proporciona um retorno mais rápido do paciente à suas atividades, já que permite uma alta hospitalar em 24 horas na maioria dos casos, por ser menos invasivo.

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