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Casos de queimaduras em crianças e adultos no ES por conta da pandemia aumentaram em 30%

Saúde

Casos de queimaduras em crianças e adultos no ES por conta da pandemia aumentaram em 30%

Especialistas alertam sobre o perigo do uso do álcool em gel

Foto: Sociedade Brasileira de Queimaduras

De acordo com a Secretaria de Saúde do Espírito Santo, em setembro haverá a consolidação da primeira curva epidemiológica da covid-19. Não que o contágio tenha acabado, mas a "curva" está diminuindo e algumas atividades estão retornando. Uma das preocupações de médicos é em relação ao uso de álcool em gel que tornou- se rotina e todo o cuidado é necessário. Com a flexibilização algumas pessoas estão voltando a fazer atividades físicas, ir à praia, rotinas que estavam interrompidas.

O cirurgião plástico Humberto Pinto ressalta que podem ocorrer queimaduras e é preciso muita atenção ao uso do produto. “De acordo com a Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ), os casos de queimaduras em crianças e adultos no ES por conta da pandemia aumentou em 30%. ressalta o cirurgião. “O acesso ao álcool em gel se tornou universal, assim qualquer criança pode passar, então é importante os cuidados dos pais, o álcool em gel é menos inflamável que o líquido, mas mesmo assim é perigoso. O ideal é lavar a mão com água e sabão, e se a criança for usar o pai ou mãe ou responsável estar ao lado”, pontua Humberto.

De acordo com a dermatologista Karina Mazzini o uso do álcool em gel na praia é muito perigoso. “Deve-se evitar passar álcool em gel na praia, por conta do sol principalmente. O produto já causa irritação na pele e no sol é um perigo com o risco de causar manchas na pele”, garante a dermatologista.

“O ideal é se a pessoa estiver na areia, tomando sol, preferir lavar a mão com água a usar o álcool ou se estiver em algum quiosque, usar o lavatório do mesmo”, explica Karina. “O melhor na praia é deixar o álcool em gel para último caso, a não ser que não tenha como lavar as mãos”, argumenta.

A farmacêutica Raigna Vasconcelos lembra que álcool em gel precisa ser manipulado com a devida cautela. “Não pode, por exemplo, estar com o cigarro aceso e passar o álcool em gel nas mãos. É fundamental esperar o produto evaporar para evitar qualquer tipo de acidente. Também nada de guardar o frasco perto de fontes de calor como o fogão”, orientou ela, que desde o início da pandemia comercializa o produto pela rede de Farmácias Alquimia.