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Linfomas: diagnóstico precoce aumenta em até 80% chances de recuperação

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Saúde

Linfomas: diagnóstico precoce aumenta em até 80% chances de recuperação

15 de setembro é o Dia Mundial de Conscientização sobre Linfomas e alerta sobre a importância do diagnóstico precoce

10 mil brasileiros são diagnosticados anualmente com linfomas, no Brasil. 

Há cerca de sete anos um tipo de câncer no sangue até então pouco conhecido do público geral ganhou as manchetes de todo o país. Chamado de linfoma, a doença acometeu personalidades de diversos segmentos como foi o caso do ator Edson Celulari, que há um pouco mais de dois anos recebeu o diagnóstico de Linfoma não-Hodgkin. O câncer atinge diretamente o sistema linfático, responsável pala defesa natural do nosso organismo contra infecções, importante parte do nosso sistema imunológico.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), 10 mil brasileiros são diagnosticados anualmente com linfomas, uma incidência duas vezes maior que a registrada há 25 anos. Os linfomas são cânceres do sistema linfático, distribuídos entre os tipos Hodgkin e não-Hodgkin. O linfoma de Hodgkin afeta igualmente dois grupos populacionais: pacientes ao redor dos 20 anos e entre 50 e 60 anos. Já os linfomas não-Hodgkins são um grupo de mais de 50 doenças que podem afetar qualquer faixa etária e que podem ser muito distintos entre si.

Segundo o Dr. Volmar Belisario Filho, oncohematologista do Centro Capixaba de Oncologia (Cecon), os linfomas apresentam diferentes sintomas, sendo os mais comuns o aumento dos gânglios linfáticos (ínguas, em linguagem popular) nas axilas, virilha e/ou pescoço, dor abdominal, perda de peso, fadiga, coceira no corpo e febre.

Apesar de não haver prevenção por desconhecimento do que leva ao surgimento da neoplasia, muitos linfomas podem ser curados quando tratados de forma rápida e podem ser controlados com sucesso por longos períodos de tempo. O diagnóstico do tipo preciso do linfoma realizado por um profissional especializado é fundamental para indicar o tratamento ideal.

“As chances de cura vão depender do tipo de linfoma. No linfoma de Hodgkin, por exemplo, a cura ultrapassa 80% dos casos, conforme alguns critérios de prognóstico, dentre eles, o estágio da doença ao diagnóstico, ou seja, o número de áreas afetadas pelo câncer. Já nos linfomas não Hodgkin, esse percentual varia, dependendo do subtipo do linfoma”, explica o especialista.

Entre os fatores de risco para o desenvolvimento da doença estão o histórico familiar, exposição a tratamentos oncológicos prévios, presença de vírus do HIV e hepatites, além de doenças autoimunes.

O tratamento é feito por meio de quimioterapia, além de outras estratégias coadjuvantes como cirurgia e radioterapia. Em certos casos, terapias alvo-moleculares, que tem como meta de ataque uma molécula da superfície do linfócito doente, podem ser indicadas.