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Pandemia contribui para aumento de casos de obesidade infantil

CORONAVÍRUS

Saúde

Pandemia contribui para aumento de casos de obesidade infantil

Em 2019, cerca de 27% das crianças entre 5 e 10 anos estavam com excesso de peso no Espírito Santo

Foto: Pixabay

Durante a quarentena provocada pela pandemia do novo coronavírus, muitas crianças ganharam peso no Espírito Santo. A constatação tem causado preocupação nos pais e em especialistas no assunto. De acordo com levantamentos do Ministério da Saúde, 13% das crianças de 5 a 9 anos de idade, em todo o Brasil, sofrem com a obesidade.

No Espírito Santo, dentre as mais de 72 mil crianças menores de 5 anos acompanhadas na atenção primária à saúde em 2019, cerca de 13% apresentavam excesso de peso, sendo que quase 6% estavam na faixa da obesidade. Já com relação às crianças de 5 a 10 anos, 27,2% tinham excesso de peso e 12,4% estavam obesas.

A endocrinologista pediátrica Christina Hegner, que trabalha em Vitória e cuida somente dos pequenos, afirma que o movimento no consultório dela aumentou bastante nos últimos meses.

"Ficaram mais em eletrônicos. Mais do que nunca, porque a escola exigiu que eles ficassem mais em eletrônicos. E acabaram que saíram da rotina alimentar também. Então as famílias, até para darem um brinde, uma alegria, acabaram trazendo mais besteira para dentro de casa, permitindo que essas crianças fossem mais à cozinha, fizessem brigadeiro, bolo. Então a gente realmente percebeu que essa pandemia trouxe um saldo de peso, um ganho de peso em geral", destacou a endocrinologista.

Setembro Laranja

Setembro é o mês de alerta sobre a importância do combate ao excesso de peso durante a infância. Na campanha Setembro Laranja, especialistas destacam a importância da alimentação saudável e da prática regular de exercícios físicos para combater o problema e evitar que a obesidade cause complicações que podem seguir pela vida inteira.

"O ganho de peso leva ao aumento do colesterol, leva ao aumento da pressão. Hoje em dia, cada vez mais cedo, as crianças estão tendo problemas em relação à glicose, ao metabolismo do açúcar e ao aumento da insulina, levando a diabetes cada vez mais precoce nessas crianças, diabetes tipo 2. A gente também tem tido muitas crianças com problemas de gordura no fígado. Então é tirar o excesso de doce, tirar o excesso de industrializados, evitar as gorduras, as frituras, e aí voltar realmente àquela rotina saudável do dia a dia", destacou Christina Hegner.

Caso a pessoa tenham dificuldade para pagar por exercícios orientados, não tem problema. O professor de educação física Evandro Calazans dá dicas para que os pais coloquem os filhos para se movimentar em casa mesmo, com materiais que todo mundo tem ou com preço acessível.

"Esses cones que a gente utiliza, eles podem usar material descartável, garrafa pet, latinha em pé, bambolê, que é baratinho. Montam um circuito, uma atividadezinha, e dá para fazer as atividades com as crianças em casa", orientou.

Quem procurou a ajuda especializada para a filha foi a dona de casa Fabíola Tavares Ferreira. Ela conta que Estela, de 8 anos, ganhou 10 quilos durante o período de quarentena. Por causa disso, ela incluiu a menina em um grupo de cerca de dez crianças se reúnem, duas vezes por semana, para praticar exercícios funcionais na Praça do Papa, em Vitória.

"Muito difícil você tentar controlar a ansiedade, porque fica presa dentro de casa, come tudo, não tem muito o que fazer. A gente meio que perde um pouco o controle, horário de dormir, de acordar", afirmou.

Com informações da repórter Fernanda Batista, da TV Vitória/Record TV