ES mantém vacinação de adolescentes mesmo após Ministério da Saúde voltar atrás

Saúde

ES mantém vacinação de adolescentes mesmo após Ministério da Saúde voltar atrás

Em rede social, secretário de Saúde do Espírito Santo, Nésio Fernandes, declara que irá manter a imunização do público entre 12 e 17 anos até um posicionamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

Marcelo Pereira

Redação Folha Vitória
Foto: TV Vitória

O Espírito Santo irá manter a vacinação contra a covid-19 em adolescentes sem comorbidades, mesmo após o Ministério da Saúde ter suspendido a imunização desta faixa etária

Em rede social, o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, declarou que as vacinas continuarão a ser aplicadas nos jovens entre 12 e 17 anos. Algumas cidades capixabas já começaram a vacinar os adolescentes.

No fim da manhã desta quinta-feira (16), o Ministério da Saúde divulgou nota técnica recomendando que somente os adolescentes com comorbidades sejam vacinados. 

O documento, assinado pela secretária Rosana Leite de Melo, diz que o órgão "revisou a recomendação para imunização contra COVID-19 em adolescentes de 12 a 17 anos, restringindo o seu emprego somente aos adolescentes de 12 a 17 anos que apresentem deficiência permanente, comorbidades ou que estejam privados de liberdade, apesar da autorização pela Anvisa do uso da Vacina Cominarty (Pfizer/Biontech)".

"NOTA É VAGA", DIZ SECRETÁRIO DE SAÚDE 

Fernandes diz que a nota do Ministério da Saúde "é vaga e não é explícita: não suspende, nem contraindica a vacinação de adolescentes". Também acrescenta que Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é a única com competência para definir a autorização ou não do uso de vacinas. 

O secretário, que faz parte do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), diz que a entidade já solicitou uma resposta da Anvisa, sendo o ofício encaminhado nesta quinta-feira (16). 

"Até nova posição da Anvisa, a vacinação dos adolescentes está mantida no Espírito Santo", reforça.

Foto: Reprodução / Twitter

Segundo o secretário, a decisão do Ministério da Saúde em voltar atrás prejudica o avanço da vacinação. 

"Estados e Municípios receberam quantitativos assimétricos de vacinas ao longo do ano, o que permitiu que alguns pudessem avançar nos grupos já definidos no Plano Nacional de Imunização (PNI), entre eles os adolescentes", apontou, informando que  vacinas da Pfizer estão autorizadas para uso em adolescentes de 12-17 anos. 

Fernandes ainda diz que o Conass não pediu suspensão da vacinação dos adolescentes, sendo recomendado priorizar o reforço ao grupo de idosos. 

Mesmo assim, o Ministério da Saúde usou, segundo a avaliação do secretários, usou de critério arbitrário, determinando seis meses de prazo para segunda dose no público acima de 65 anos. 

"Poucos idosos são aptos ao reforço, o que leva a disponibilidade de doses para outros grupos", justificou. Ele finaliza dizendo que as "vacinas da Pfizer vencem com 31 dias após descongelamento, se não tivermos público apto, perderemos vacinas", aponta.

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