Saúde

Pacientes terão novos medicamentos imunológicos gratuitos para tratar a psoríase

As novas opções de tratamentos são alternativas para casos mais graves da doença ou para quando o paciente não responde bem aos medicamentos já ofertados

Larissa Agnez

Redação Folha Vitória
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A melhor forma de tratamento e administração de remédios é feita com base em avaliação clínica, caso a caso, entre o médico e o paciente.

Mais quatro remédios para psoríase estarão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). Essas tecnologias são alternativas para casos mais graves da doença. Além disso, podem ser usadas quando o paciente não responde bem ou possui contraindicação ao tratamento já ofertado pelo SUS. 

“Os biológicos são uma nova geração de medicamentos para o tratamento da psoríase moderada a grave e são usados quando o paciente já não responde às medicações tradicionais”, explica a dermatologista Ana Flávia Moll.

Entre os medicamentos incluídos para tratamento da doença estão: adalimumabe, indicado para a primeira etapa do tratamento após falha da terapia padrão para psoríase; o secuquinumabe e o ustequinumabe, indicados na segunda etapa do tratamento após falha da primeira; e o etanercepte, indicado na primeira etapa de tratamento da psoríase após falha da terapia padrão em crianças. 

Para casos de psoríase leve, o protocolo clínico já previa o tratamento com o uso de medicamentos de uso externo, como corticosteroides, calcipotriol e ácido salicílico. Já para a psoríase moderada a grave, o tratamento deve ser por período determinado, sendo a primeira opção a fototerapia ultravioleta B (UVB) de banda estreita ou psoraleno (fotossensibilizante e estimulante da produção de melanina), associado à fototerapia com ultravioleta A (PUVA). Caso não haja resposta após 20 sessões, ou para os pacientes com intolerância, contraindicação ou indisponibilidade de acesso a esse tratamento, o passo seguinte é a introdução de medicamentos sistêmicos.

Estes medicamentos, somados aos tratamentos médicos e sessões de fototerapia, melhoram as lesões, mas não curam a doença. A melhor forma de tratamento e administração de remédios é feita com base em avaliação clínica, caso a caso, entre o médico e o paciente.

Mas você sabe o que é psoríase? 

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A dermatologista explica que a doença é inflamatória e acomete a pele e as articulações, sendo caracterizada por lesões eritematosas, descamativas, formando placas pelo corpo e, apesar de ser crônica, não é contagiosa e tem tratamento. É bastante frequente, atingindo cerca de 2% da população.

“A importância do diagnóstico correto e do acesso à informação são fundamentais para que o paciente aprenda a se cuidar e a gerenciar sua doença”, esclarece a médica.

Causas 

As causas são desconhecidas e multifatoriais, mas sabe-se que existem gatilhos que podem agravar ou fazer surgir a doença como: estresse, tempo frio, hábito de fumar, infecções e uso de algumas medicações, costumando aparecer entre 20 e 30 anos.

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Dermatologista Ana Flávia Moll.

O tipo de psoríase mais comum é chamada de vulgar ou em placas, em que as lesões são avermelhadas e elevadas, com escamas esbranquiçadas na superfície. “Pode ter coceira e dor associada e as escamas podem se espalhar nas roupas do paciente”, explica a médica. 

Os locais mais afetados pelo problema são couro cabelo, cotovelos e joelhos, e as costas, podendo também aparecer em outras regiões do corpo como nas unhas (ungueal), mãos e pés (palmo-plantar) e articulações (artropática ou artrite psoriásica).É raro ter na face. Existem também variantes graves da doença com lesões com pús (pustulosa) e as que se espalham por todo corpo (eritrodérmica).

“A psoríase pode ser confundida com alergias ou micose, por isso, é importante buscar um dermatologista em caso de lesões suspeitas, pois o tratamento depende do tipo e da extensão da doença e ainda existem medicações que podem agravar o quadro de psoríase, entre elas os AINHs, anti-inflamatórios não hormonais”, reforça Ana Flávia.

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