ES vai aplicar vacina da Pfizer em quem recebeu primeira dose da AstraZeneca

Saúde

ES vai aplicar vacina da Pfizer em quem recebeu primeira dose da AstraZeneca

Decisão foi anunciada pelo secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, diante da alta quantidade de doses do imunizante da Pfizer e a falta da AstraZeneca

Marcelo Pereira

Redação Folha Vitória
Foto: Reprodução Fernando Frazão/Agência Brasil
Estudos apontam que intercâmbio de vacina é seguro, afirma infectologista 

A partir desta terça-feira (19), quem recebeu a primeira dose da AstraZeneca poderá receber a vacina da Pfizer para segunda aplicação. O anúncio foi feito pelo secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, em redes sociais e é válido para todo o Espírito Santo.

A decisão foi tomada devido a grande quantidade de doses da Pfizer e a falta de doses da Astrazeneca. O grande oferta do imunizante norte-americano no Estado acontece por causa das quantidades excedentes voltadas para imunização de adolescentes entre 12 e 17 anos sem comorbidades e dose de reforço para idosos acima de 60 anos.

O prazo entre as aplicações será de oito semanas ou 56 dias. Fernandes ainda afirmou que foram solicitadas ao Ministério da Saúde 140 mil doses da Astrazeneca para o Estado.

Estudos apontam que intercâmbio de vacina é seguro, afirma infectologista 

O infectologista e professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Daniel Gomes, acha que o intercâmbio entre vacinas é válido. "Alguns estudos preliminares e com número bem pequeno de pessoas apontam que essa combinação entre os imunizantes se mostra muito segura e tem efeito protetor", apontou. 

Foto: Reprodução TV Vitória
Infectologista Daniel Gomes considera melhor completar ciclo vacinal 

Porém, por se tratar de acompanhamentos feito com poucos indivíduos, ele frisa que é necessário que as autoridades em saúde estejam acompanhando as pessoas imunizadas nessas condições. 

"É importante a gente monitorar as taxas de vacinação, as taxas de transmissão e as taxas de hospitalização com relação a esses protocolos cruzados para ver se, de fato, iremos observar na população os mesmos efeitos que tínhamos com aquelas formulações de ciclo vacinal completo com o mesmo imunizante", aconselha.

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Para o infectologista, a estratégia da Sesa responde a um contexto de ampliar o alcance da vacinação na população em geral, num cenário de falta de doses e da presença de variantes do coronavírus. "É mais importante garantir logo a imunidade do esperar uma janela muito maior de tempo, correndo o risco que a primeira dose perca o seu efeito protetor", reflete.