Retrospectiva 2025: ano em que a tecnologia deixou de ser promessa e passou a exigir responsabilidade

Durante muito tempo, falar de tecnologia era falar do que vinha “por aí”. Em 2025, isso mudou. O futuro deixou de ser promessa e passou a ser operação. A Inteligência Artificial saiu do discurso, entrou nos sistemas e começou a impactar, de forma concreta, o jeito como trabalhamos, atendemos clientes, tomamos decisões e lidamos com riscos.

Mais do que um ano de grandes anúncios, 2025 foi um ano de encaixe. As peças começaram a se ajustar. IA com dados, automação com governança, conectividade com experiência, segurança com confiança. E esse movimento prepara o terreno para 2026, que promete ser menos tolerante com experimentos vazios e muito mais exigente com valor entregue.


2025 não foi apenas mais um capítulo da transformação digital. Foi o ano em que o discurso amadureceu. A tecnologia deixou de ser tratada como tendência distante e passou a ser analisada como força real que impacta comportamento, economia, relações humanas, segurança e decisões políticas.

Ao longo do ano, os temas abordados refletiram uma mudança clara: menos deslumbramento com ferramentas e mais questionamento sobre uso, limites, riscos e propósito.

A seguir, uma retrospectiva mês a mês dos assuntos que mais marcaram o Brasil e o mundo em 2025.

Janeiro | Tecnologia e expectativas para um novo ciclo

O ano começou com reflexões sobre o papel da tecnologia em 2025. Destacamos que não bastava mais “digitalizar” processos, era preciso repensar modelos de trabalho, liderança e experiência do usuário. A TI deixou de ser vista apenas como suporte e passou a ser discutida como área estratégica, conectada diretamente a resultados, reputação e confiança.

👉 Quem começa um ano novo sem revisar sua estratégia digital, começa atrasado.


Fevereiro | Inteligência Artificial sai do hype e entra na rotina

Fevereiro consolidou um movimento importante: a IA deixou de ser discurso futurista e passou a fazer parte do cotidiano das empresas e das pessoas. Trouxemos análises sobre:

  • uso prático de IA em operações,
  • impactos no mercado de trabalho,
  • riscos de automação sem critério,
  • dependência excessiva de decisões algorítmicas.

O tom foi claro: IA é poderosa, mas não neutra.

👉 Automatizar sem estratégia é apenas errar mais rápido.


Março | Redes sociais, algoritmos e o impacto na saúde digital

Em março, o foco foi o comportamento digital. Abordamos mudanças nas plataformas, como testes de novos mecanismos de engajamento, e levantaram um alerta importante:
as redes sociais estão cada vez mais moldando atenção, opinião e autoestima. Também surgiram reflexões sobre:

  • vício digital,
  • economia da atenção,
  • responsabilidade das plataformas.

👉 O problema não é estar conectado. É não saber quando desconectar.


Abril | Segurança digital vira tema central

Abril foi marcado por um aumento significativo de conteúdos sobre segurança da informação, golpes digitais e fraudes. Destacamos:

  • novos formatos de golpes,
  • uso de engenharia social,
  • riscos em períodos de grande consumo online,
  • a falsa sensação de segurança dos usuários.

Aqui, segurança deixou de ser tema técnico e passou a ser tratada como educação digital.

👉 Segurança não é produto. É comportamento contínuo.


Maio | Tecnologia, legislação e proteção de pessoas

Em maio, a discussão ganhou contornos mais sociais e políticos. Entraram em pauta:

  • regulamentações internacionais,
  • proteção de crianças e adolescentes nas redes,
  • responsabilidade das big techs,
  • limites do uso da tecnologia.

O destaque foi para leis e movimentos globais que colocam o ser humano no centro da discussão tecnológica.

👉 Inovação sem limite ético vira risco social.


Junho | Apagões digitais e dependência tecnológica

Junho trouxe à tona um tema sensível: o quanto somos dependentes da infraestrutura digital. Falhas globais, indisponibilidades de serviços e interrupções em plataformas mostraram que:

  • o digital não é infalível,
  • planos de contingência são negligenciados,
  • a resiliência tecnológica ainda é subestimada.

👉 Quando tudo para, percebemos o quanto confiamos demais.


Julho | Inovação aplicada ao dia a dia

No meio do ano, destacamos tecnologias que resolvem problemas reais, longe do glamour. Foram abordadas soluções práticas em:

  • mobilidade,
  • serviços urbanos,
  • atendimento ao cliente,
  • automação simples e funcional.

A tecnologia apareceu como meio, não como fim.

👉 A melhor inovação é aquela que simplifica a vida.


Agosto | Eventos, ecossistemas e inovação local

Agosto foi marcado pela valorização de eventos, encontros e ecossistemas de inovação. Destacamos a importância de:

  • conexões presenciais,
  • comunidades de tecnologia,
  • troca de experiências,
  • fortalecimento regional.

👉 Inovação não nasce isolada. Ela cresce em rede.


Setembro | Trabalho, liderança e cultura digital

Em setembro, o foco foi o impacto da tecnologia no trabalho e na liderança. Abordamos:

  • modelos híbridos,
  • excesso de ferramentas,
  • fadiga digital,
  • líderes despreparados para ambientes tecnológicos complexos.

Ficou claro que liderar na era digital exige mais do que domínio técnico.

👉 Tecnologia amplifica culturas boas e escancara as ruins.


Outubro | Experiência do usuário e experiência humana

Outubro consolidou um dos grandes temas do ano: experiência. A discussão foi além do UX e entrou no campo do:

  • XLA,
  • experiência do colaborador,
  • confiança do cliente,
  • relação emocional com serviços digitais.

👉 Experiência não é detalhe. É estratégia.


Novembro | Consumo digital, golpes e consciência

Com a chegada da Black Friday, em novembro reforçamos os alertas sobre:

  • consumo impulsivo,
  • golpes digitais,
  • vazamento de dados,
  • responsabilidade do usuário.

Cumprimos um papel educativo, ajudando leitores a navegar com mais consciência.

👉 Preço baixo não compensa risco alto.


Dezembro | Balanço, reflexão e correção de rota

O ano terminou com reflexões mais profundas. Dezembro destacamos:

  • excesso de tecnologia,
  • reconexão humana,
  • presença,
  • propósito.

A mensagem foi clara: 2026 exige correções de rota.

👉 A tecnologia que realmente importa é a que aproxima, protege e gera valor.


O que realmente definiu 2025 no mundo da tecnologia

Em 2025, a Inteligência Artificial deixou de ser algo “à parte” e passou a ser embutida nos sistemas que já usamos: plataformas de atendimento, ERPs, CRMs, ferramentas de TI, soluções financeiras e ambientes corporativos em geral.

O grande avanço não foi apenas a IA responder melhor, mas agir melhor. Surgiram com força os chamados agentes de IA, capazes de executar tarefas, seguir fluxos, tomar decisões operacionais simples e colaborar entre si.

Mas ficou claro um ponto importante: quanto mais autonomia, maior a necessidade de limites, métricas, rastreabilidade e governança. Empresas que trataram IA como “mágica” se frustraram. As que trataram como engenharia começaram a colher resultados.


Em 2025 a era dos “copilotos” evoluiu para times assistidos por IA

Se antes falávamos em copilotos individuais, 2025 marcou o início de uma lógica diferente. Times pequenos, altamente assistidos por IA. Na prática, isso significa:

  • menos pessoas fazendo tarefas repetitivas;
  • mais foco em análise, decisão e relacionamento;
  • automação atuando como força multiplicadora.

Essa mudança não elimina o fator humano. Pelo contrário: ela valoriza quem sabe pensar, decidir e contextualizar.


Modelos menores e IA no dispositivo ganharam relevância

Outro aprendizado importante de 2025 é que nem toda IA precisa ser gigante, cara e rodar na nuvem. Modelos menores, mais rápidos e especializados começaram a ganhar espaço, principalmente quando:

  • o custo de processamento importa;
  • a latência precisa ser mínima;
  • a privacidade é crítica.

Essa abordagem trouxe IA mais próxima do usuário final e reduziu dependência excessiva de infraestrutura pesada.


Conectividade e experiência caminharam juntas

Em 2025, a conectividade, ou de forma simples a qualidade da internet e das conexões digitais, deixou de ser algo invisível, lembrado apenas quando dava problema. Ela passou a influenciar diretamente a percepção de valor de serviços, produtos e marcas.

Com a evolução do Wi-Fi, do 5G e de ambientes cada vez mais digitais, a qualidade da experiência do usuário passou a depender menos de telas bonitas e mais de fatores como estabilidade, velocidade e confiabilidade da conexão.

Na prática, ficou claro que não adianta ter aplicativos modernos, sistemas inteligentes ou soluções com inteligência artificial se a internet que sustenta tudo isso é instável ou lenta. Quando um sistema demora, uma chamada cai, um vídeo trava ou um atendimento falha, quase sempre a causa está na conectividade, seja no acesso local, na infraestrutura ou na forma como os serviços estão distribuídos entre nuvem e borda.

Esse cenário ficou ainda mais evidente com o avanço do trabalho híbrido, das reuniões por vídeo, das aplicações em tempo real e dos serviços baseados em inteligência artificial. A internet deixou de precisar apenas funcionar e passou a ter que ser estável, previsível e resiliente.

Para as empresas, isso provocou uma mudança importante de mentalidade. Investir em conectividade deixou de ser visto como custo técnico e passou a ser investimento em experiência, produtividade e reputação. Quando a conexão falha, o usuário não culpa a tecnologia invisível por trás. Ele culpa a empresa.

Em resumo, 2025 mostrou que conectividade não é mais bastidor. Ela é parte central da experiência. E quem ignora isso corre o risco de construir soluções digitais sofisticadas sobre uma base frágil, algo que o usuário percebe rapidamente.


Segurança virou processo contínuo

A segurança da informação passou por uma transformação silenciosa, porém decisiva. Ataques mais sofisticados, golpes digitais cada vez mais convincentes, aumento das fraudes e a disseminação de conteúdo falso deixaram claro que segurança não pode mais ser tratada como um evento pontual ou como uma iniciativa reativa.

A lógica anterior, baseada em grandes projetos isolados, auditorias anuais ou respostas após incidentes, mostrou-se insuficiente diante de um cenário de ameaças contínuas, automatizadas e, muitas vezes, impulsionadas por inteligência artificial. A segurança precisou evoluir para um modelo permanente, integrado ao dia a dia das operações e dos negócios.

O foco das organizações passou a se concentrar na gestão contínua de exposição, com monitoramento constante de vulnerabilidades, riscos e comportamentos anômalos. Ao mesmo tempo, a prevenção a fraudes ganhou protagonismo, apoiada por modelos de IA capazes de identificar padrões suspeitos em tempo real, antes que o dano aconteça.

Outro pilar fundamental foi o fortalecimento da identidade digital. Proteger quem acessa sistemas, dados e serviços tornou-se tão importante quanto proteger a infraestrutura em si. Métodos mais robustos de autenticação, redução do uso de senhas tradicionais e maior controle de acessos passaram a fazer parte da estratégia central.

Além disso, o avanço da desinformação e dos deepfakes trouxe um novo desafio. Não se trata apenas de segurança técnica, mas de preservar a confiança em comunicações, transações e relacionamentos digitais. Garantir autenticidade e integridade da informação passou a ser uma preocupação estratégica.

No fim, 2025 consolidou uma certeza. Confiança deixou de ser consequência e passou a ser ativo estratégico. Empresas que não investirem de forma contínua em segurança tendem a pagar um preço alto, seja em perdas financeiras, danos à reputação ou ruptura da relação com clientes e parceiros.


O que muda em 2026: menos hype, mais cobrança

Se 2025 foi o ano da consolidação, 2026 tende a ser o ano da cobrança. A pergunta que passa a dominar conselhos, diretorias e lideranças é simples:

“Isso gera resultado real ou é só tecnologia bonita?”

Principais movimentos esperados para 2026

1. ROI acima do discurso: projetos de IA sem métrica clara, sem ganho mensurável ou sem impacto no negócio tendem a ser descontinuados.

2. Sistemas multiagentes: em vez de um único assistente, veremos vários agentes especializados trabalhando juntos, com orquestração e controle.

3. IA por domínio: modelos genéricos perdem espaço para soluções específicas por setor: saúde, jurídico, finanças, setor público, indústria.

4. Software AI-native: aplicações pensadas desde o início para trabalhar com IA, e não apenas “adaptadas” depois.

5. Governança como diferencial competitivo: empresas que nascerem ou se adaptarem com governança, segurança e ética embutidas sairão na frente.


Por que isso importa para nós?

Porque tecnologia deixou de ser um tema exclusivo da área de TI. Ela passou a ocupar um papel central na estratégia das organizações e na forma como pessoas, clientes e negócios se relacionam no dia a dia.

Hoje, as decisões tecnológicas impactam diretamente a produtividade das equipes, o custo operacional das empresas, a confiança do cliente, a segurança dos dados e a reputação das marcas. Mais do que isso, influenciam a qualidade das relações humanas no ambiente de trabalho, desde a experiência do colaborador até a forma como o cliente é atendido.

Em 2026, organizações que não compreenderem essa mudança correm riscos claros e cada vez mais visíveis. O primeiro é investir pesado em tecnologia sem retorno real. O segundo é automatizar processos mal desenhados, apenas acelerando ineficiências que já existiam. Há ainda o risco de criar uma dependência tecnológica sem controle, sem governança e sem visão estratégica.

O impacto mais grave não aparece apenas nos relatórios financeiros. Ele surge na perda de confiança de clientes, parceiros e colaboradores. E confiança, uma vez abalada, é difícil e cara de reconstruir. Por isso, a tecnologia que realmente importa não é a mais nova nem a mais complexa. É aquela que simplifica a vida das pessoas, protege dados e relações, gera valor sustentável para o negócio e faz tudo isso sem desumanizar processos, decisões e experiências.

  • 2025 integrou.
  • 2026 vai cobrar.
  • IA deixa de ser promessa e vira responsabilidade.
  • Experiência, segurança e resultado caminham juntos.
  • Quem não alinhar tecnologia com estratégia vai sentir o impacto no caixa e na reputação.

2025 mostrou que a tecnologia amadureceu. Já não falamos apenas de inovação, mas de impacto, de escolhas, de limites e, sobretudo, de humanidade.

A Coluna Folha Digital cumpriu, ao longo do ano, um papel essencial: traduzir a tecnologia para a vida real, ajudando leitores a entender não só o que está mudando, mas por que isso importa. E se 2025 ensinou algo, foi simples e poderoso:

O futuro digital não será decidido apenas por quem cria tecnologia, mas por quem decide como usá-la.


A tecnologia pode ser uma valiosa aliada para todos nós, desde que seja utilizada de maneira equilibrada e segura, garantindo que todos nós tenhamos acesso seguro e informações confiáveis.

Compartilhe com a gente as suas experiências, ou se precisar esclarecer alguma dúvida entre em contato, será uma satisfação para nós poder te ajudar de alguma forma. Fique sempre ligado no Folha Digital.

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Jackson Galvani

Empresário no mercado de tecnologia, foi eleito um dos melhores Gerentes de TI do Brasil, é Coordenador da ExpoTI, Palestrante e Presidente do HDI-Brasil no ES. www.jacksongalvani.com.br

Empresário no mercado de tecnologia, foi eleito um dos melhores Gerentes de TI do Brasil, é Coordenador da ExpoTI, Palestrante e Presidente do HDI-Brasil no ES. www.jacksongalvani.com.br