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Acusado de executar médica também responde processo por ameaça contra a mulher em Fundão

Polícia

Acusado de executar médica também responde processo por ameaça contra a mulher em Fundão

Ele está detido no Centro de Triagem de Viana pelo assassinato da médica

O homem suspeito de efetuar os disparos contra a médica médica Milena Gotardi Tonini Frasson, de 38 anos, em uma área externa do Hospital das Clínicas (Hucam), também responde judicialmente por outros crimes.

 Dionathas Alves Vieira, que está preso no Centro de Triagem de Viana, também já foi detido em flagrante por ameaça contra a mulher, na Lei Maria da Penha. O caso foi registrado em agosto de 2014, em Fundão, município onde a médica cresceu e a família dela mora.

Além disso, em agosto desse ano ele foi condenado por roubo em Ibiraçu. De acordo com a decisão da juíza Cláudia Copolillo Ayres, Dionathas confessou o crime e disse que o cometeu por estar desempregado e ser usuário de drogas. O roubo seria para manter o vício. Por conta disso, a pena dada a ele foi de quatro anos e oito meses de prisão em regime semiaberto, além de multa.

O acusado agora está preso pelo crime contra Milena, que foi baleada na cabeça na última quinta-feira (14), ao sair de um plantão médico. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte ao crime. O caso já está sendo tratado como feminicídio pelas equipes de investigação, segundo adiantou com exclusividade o secretário de Segurança, André Garcia, ao Folha Vitória na manhã da última segunda-feira (18).

Depoimentos

A mãe e o irmão de Milena prestaram depoimento à polícia na última segunda-feira, na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O tio da médica também esteve no local. “Nós não estamos sabendo o que realmente está acontecendo. Falaram que foi assalto, mas mesmo não sendo especialista, sabemos que não foi. Ela não tinha ‘rixa’ com ninguém e a polícia disse que qualquer novidade seremos os primeiros a saber”, disse Geraldo Gottardi.

Advogado do ex-marido

A defesa do policial civil Hilário Frasson disse na noite da última segunda-feira (18), que não tem nenhuma novidade sobre o caso. No dia em que o corpo da médica foi liberado do Departamento Médico Legal (DML) de Vitória, o celular do ex-marido dela foi apreendido pela polícia. O crime está sendo investigado sob sigilo judicial.

Segurança no Hucam

A equipe do Hospital das Clínicas participou de uma reunião sobre a segurança do local na última segunda-feira (18). O Hucam é um hospital universitário, que funciona no campus da Universidade Federal do Espírito Santo, em Maruípe.

Por nota, o chefe da Divisão de Logística e Infraestrutura Hospitalar, Jean Carlo Nunes dos Santos, disse que o hospital vai pedir à Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) um diagnóstico da segurança do campus de Maruípe, e informou ainda que vai pedir à Prefeitura de Vitória uma ronda ostensiva da Guarda Municipal. Disse ainda que serão solicitadas à prefeitura universitária algumas intervenções, como poda de árvores, melhorias na iluminação, aumento no número de vigilantes e controle de acesso ao campus.

Reconstituição

Policiais civis voltaram ao Hospital das Clínicas (Hucam), em Vitória, no último domingo (17), para fazer a reconstituição do assassinato da médica. O homem suspeito de ter executado a vítima também participou do trabalho.

Retrato falado

No mesmo dia em que a morte foi confirmada, a Polícia Civil divulgou o retrato falado do suspeito de ter atirado contra ela, e informou que o caso estava sob investigação na Delegacia Especializada em Homicídios Contra a Mulher (DHPM), mas que nenhum detalhe seria divulgado para não atrapalhar o trabalho da polícia.

CRM se solidariza

O Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo (CRM-ES) se solidarizou com a família da médica. Ele classificou o crime como "triste, lamentável, revoltante e inaceitável" e garantiu que manterá a luta, junto às demais entidades médicas capixabas, por segurança para o médico trabalhar. O conselho informou ainda que "insistentemente denuncia a fragilidade do sistema de saúde, o que inclui a falta de segurança para todos: médicos, enfermeiros, pacientes e demais profissionais que atuam nas instituições de saúde".

Enterro

O corpo da médica foi reconhecido por familiares no Departamento Médico Legal (DML) de Vitória, na noite de sexta-feira (15). O velório e enterro foram realizados em Fundão, município onde Milena nasceu e parte da família mora.

Celular apreendido

O ex-marido de Milena teve o celular apreendido pela polícia. O aparelho do ex-companheiro, que é advogado e policial civil, foi recolhido na manhã de sábado (16) pelo titular da Delegacia Especializada em Homicídios Contra a Mulher (DHPM), delegado Janderson Lube, responsável pela investigação do caso.

O delegado esteve no DML de Vitória, por volta das 8h15, juntamente com policiais da Corregedoria da Polícia Civil. Eles chegaram ao local logo depois de finalizado o processo de liberação do corpo da médica. Janderson Lube foi abordado por jornalistas, mas preferiu ainda não falar sobre as investigações.

Presos

Até o último domingo (17), dois suspeitos de envolvimento na morte da médica já estavam detidos. As informações foram confirmadas pela reportagem da Rede Vitória junto à Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).