Mar 2024
14
Luan Sperandio
DATA BUSINESS

porLuan Sperandio

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O que revelou a pesquisa Futura Inteligência

José Luiz Orrico |A avaliação geral do Governo e do Presidente Lula continuam se mantendo dentro do mesmo padrão desde a 2ª rodada de pesquisa, quando se analisou os 200 dias do mandato. Ele tem se mantido estável em torno dos 40% de avaliação positiva e 35% de avaliação negativa.

Contudo, as avaliações sobre a economia no Governo Lula, pioraram nessa rodada, tanto no que se refere a avaliação geral da economia, mas, principalmente, quando se avalia a inflação. A questão do desemprego foi a única que teve uma pequena alteração na avaliação positiva da população.

Tendo em vista que os índices econômicos têm melhorado, o que pode explicar essa avaliação? O aumento dos alimentos ocorrido, a partir do 2º semestre do ano passado, levam à população a ter maior dificuldade para manter suas despesas em um mesmo patamar. Ou seja, o sentimento de gastar mais para comprar o mesmo influencia diretamente nessa avaliação.

Por outro lado, é muito claro que a população continua dividida entre Lula/esquerda e Bolsonaro/direita, levando também a avaliações que ultrapassam a realidade do momento econômico. A polarização persiste e continuará, pelo menos durante algum tempo, e isso influenciará as avaliações. Ou seja, quem gosta de Lula e se considera de esquerda, tende a avaliar positivamente. Quem não gosta de Lula e é de direita, tende a avaliar negativamente.

Vale chamar atenção que o campo dessa pesquisa foi feito antes da viagem de Lula a Etiópia, em que fez o pronunciamento vinculando o conflito em Gaza ao Holocausto. Pesquisas mais recentes mostram uma perda de avaliação positiva do governo federal e do presidente Lula após esse episódio.

Do ponto de vista dos serviços, saúde e educação continuam sendo aqueles que aparecem como mais importantes do ponto de vista da população, depois do desemprego e empatados em quarto lugar vêm segurança e agricultura.

Por fim, nos testes eleitorais para 2026 de presidente que temos feito, a novidade é o crescimento do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) que, quando confrontado com Lula (PT), fica do mesmo tamanho do Bolsonaro e quando o confronto é com o Ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) aparece, pela primeira vez, com um índice um pouco maior, mesmo considerando que o resultado é de empate técnico.

Quanto à segmentação das respostas dos entrevistados é fácil verificar que Lula se mantém melhor no público de mulheres, moradores do Nordeste e naqueles de baixa escolaridade e renda mais baixa. É, justamente, o grupo que elegeu Lula, o que mostra que ele tem sabido se comunicar bem entre seus eleitores, mas ainda enfrenta dificuldade em avançar no grupo social que preferiu votar em seu principal adversário político.

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