Dia das Mães: gravidez não é barreira para fisioterapeuta

Layla exibe orgulhosa duas valiosas medalhas: a da corrida e sua filha Isadora

Gravidez não é barreira para a fisioterapeuta intensivista Layla Leão Dias Orlete, de 36 anos. Com 14 semanas de gestação, ela continua correndo. Foi assim também quando engravidou de Isadora, promovida a irmã mais velha, agora com 4 anos de idade.  “Corri grávida da Isa até 33 semanas e só parei por conta de uma pubalgia. Agora, grávida de 14 semanas, estou correndo novamente! Desta vez, faço musculação também e espero não precisar parar. Quero correr até ganhar o bebê (ela ainda não sabe o sexo do neném)”.

Parece que esse incentivo que veio da barriga ajudou, já que Isadora curte ver a mamãe correndo: “Isa curte e só não acompanha mais porque ainda é nova. Ela vai me esperar nas corridas que me inscrevo”, disse Layla.

Para treinar, ela conta com o apoio da família: “Conciliar a rotina de treinos só é possível com rede de apoio: marido, mãe, irmã… Aí dá para levar”.

Layla conta que começou a correr para valer em maio de 2012. “Antes tinha começado e parado algumas vezes. Não progredia, mas sempre gostei! Papai sempre correu e influenciou também”.

 

Corrida

Layla sorri após superar o desafio da Terceira Ponte na Dez Milhas Garoto

Para ela, a corrida mudou completamente seu estilo de vida. “Tinha uma alimentação horrível,  zero hábitos saudáveis. Modifiquei por conta da corrida e hoje como muito melhor. Além disso, tenho heranças genéticas de hipertensão e dislipidemia bem importantes e, por enquanto, consegui fugir das medicações por conta da corrida. Sou a única (entre os herdeiros dessa genética) que não toma medicação nenhuma. Além de tudo isso, que já bastaria e sobraria, ainda tem o alívio do estresse. Ahhhh…, como alivia! É um tempo só meu! Comigo! Para mim! Amo muito!”.

Dica

Layla dá um conselho para mães e ainda não mães que pretendem correr: “Se joguem! Não pensem muito! Administrem o tempo da melhor forma possível, cobrando a participação mais que obrigatória dos papais (afinal, filho é dos dois) e vençam-se a cada dia. Rotina de mãe, dona de casa e trabalhadora não é fácil, mas somar a corrida só agrega! A disposição muda! A energia muda! Às vezes, vai ser muito difícil levantar cedo num feriado ou mesmo calçar o tênis ao final de um dia corrido, vai dar vontade de ‘correr da corrida’, mas eu garanto: passar por cima, ir mesmo exausta e com preguiça vai valer a pena! #vemcomigo”, finalizou a mamãe corredora.

O blog Corrida de Rua parabeniza a corredora e mamãe Layla, nossa quarta homenageada, e já antecipa que final de semana tem mais. Não perca!

 

 

Matheus Thebaldi

(27Publicações)

Acompanhava as pessoas nas corridas e ficava impressionado com tamanho fôlego e com tanta disposição até a chegada. Mal corria na esteira. Foi quando fiz uma prova para concurso em 2009 e a mesma exigia o famoso TAF, tendo que correr 2,4km em 12 minutos. Comecei a treinar e não parei mais. Não passei na prova, mas me tornei um viciado em corrida de rua, tendo já feito, inclusive, três maratonas.