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Após reajuste, preço do diesel também sobe na Grande Vitória

Economia

Após reajuste, preço do diesel também sobe na Grande Vitória

Os novos preços se referem ao segundo período da terceira fase do programa de subsídios, que prevê o ajuste de acordo com a região onde o produto é vendido; preço estava congelado desde junho

Foto: Pexels

Após o aumento de 13% no preço do diesel nas refinarias, anunciado na última sexta-feira (31), os capixabas já sentem no bolso. A equipe da TV Vitória esteve em nove postos de combustíveis da Grande Vitória para verificar se já há diferença no valor. Dos nove, cinco já reajustaram o preço.

>> Entidades de caminhoneiros negam boatos sobre nova paralisação

Em dois postos no município de Serra e Vitória, já teve reajuste. No de Vitória, o aumento foi de R$ 0,20 no valor do diesel na manhã desta segunda-feira. Próximo a rodoviária da capital, a reportagem também flagrou o aumento. Em dois postos de Vila Velha e Cariacica, ainda não houve aumento.

Veja onde teve reajuste

Serra

--> Posto na Rua Manoel Carlos Miranda, em Carapina Grande, na Serra;

Vitória

-->> Posto em Jardim Camburi, na capital (reajuste de R$ 0,20 - só trabalha com aditivada);

--> Posto próximo a Rodoviária de Vitória (reajuste de R$ 0,29 - só trabalha com diesel aditivado);

Vila Velha

--> Posto na Avenida Carlos Lindenberg: aumento de R$ 0,26;

--> Posto próximo ao viaduto de Vila Velha: reajuste de R$ 0,32;

--> Posto próximo da Segunda Ponte: continua o mesmo valor;

Cariacica

--> Posto em Jardim América: não houve reajuste;

--> Posto na BR 262: aumento de R$ 0,24;

--> Posto na BR 262: reajuste de R$ 0,25. 

Aumento

A Petrobras informou na última sexta (31), que, após a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) ter elevado o preço de referência para comercialização do diesel na noite de ontem, o preço do produto vendido nas refinarias da companhia, que representam 98% do mercado total, também será ajustado para cima e passará a custar em média R$ 2,2964 por litro, um aumento de 13% em relação ao preço anterior.

Segundo a Petrobras, o valor reflete a média aritmética dos preços do diesel rodoviário, sem tributos, praticados pela Petrobrás em suas refinarias e terminais no território brasileiro. A estatal observou que os novos preços se referem ao segundo período da terceira fase do programa de subvenção, que prevê o ajuste de acordo com a região onde o produto é vendido.

Até o momento, a Petrobrás não recebeu da ANP o pagamento referente à primeira fase do programa. No final da noite de quinta-feira (30), a ANP divulgou a tabela com os novos preços do diesel, que subiram impulsionados pela alta do dólar e pelo preço internacional do combustível. O preço do diesel antes da greve dos caminhoneiros custava R$ 2,3716.

Os novos preços registram altas de até 14,4%, sendo o mais alto o comercializado na região Centro-Oeste, de R$ 2,4094/litro. Os preços na região Sudeste subiram 10,5%, para R$ 2,3277. Na região Nordeste o preço subiu para R$ 2,2592, alta de 12,5%; na região Sul, foi para R$ 2,3143, alta de 13,1%; e na região Norte avançou para R$2,228/litro, alta de 13,2%.

Segundo a ANP, os novos preços são resultantes da subtração de R$ 0,30/litro dos preços de referência, como determinado pelo programa de subvenção de acordo com Medida Provisória Nº 838/2018.

Tabela de frete pode ser modificada

O aumento de 13% no preço do diesel nas refinarias, anunciado na sexta (31), e seu reflexo nas bombas trouxeram um novo ingrediente à já complicada disputa em torno dos preços mínimos do frete rodoviário. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) analisa se precisará ou não reajustar a tabela que já está em vigor.

A Lei 13.703, sancionada no último dia 8 de agosto, diz que uma nova tabela de preços deve ser publicada toda vez que o diesel variar mais do que 10%. O tabelamento do frete rodoviário foi um dos pedidos dos caminhoneiros atendidos pelo governo Michel Temer para por fim à paralisação da categoria. O setor produtivo calcula que a política do preço mínimo elevou em 12% o custo de transporte na indústria e em 119% o transporte da soja do Mato Grosso para o porto de Santos (SP).

"A ANTT deve publicar nova tabela considerando esse aumento", disse o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga (Sinditac) de Ijuí (RS), Carlos Alberto Litti Dahmer. Ele explicou que basta a ANTT pegar os novos preços do diesel publicados pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) e corrigir a tabela.

"Estamos de olho no aumento do combustível", disse o autônomo Wallace Landim, o "Chorão", num vídeo distribuído a suas bases. Ele acrescentou que está "tranquilo" porque a lei tem um "gatilho" pelo qual, em caso de aumento acima de 10%, a tabela é reajustada.

Essa mesma lei, porém, tem outras previsões que tornam a questão mais complicada do que parece. "A ANTT não pode revisar um ponto específico sem revisar o resto", disse o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove), André Nassar. Ele diz, por exemplo, que ela fala em reajustes semestrais e fixa datas para que isso ocorra: 20 de janeiro e 20 de julho. A lei ainda determina que a elaboração da tabela seja feita com participação social. Se for feita uma revisão pontual de valores, isso terá sido descumprido.

No acordo que encerrou a paralisação dos caminhoneiros, no final de maio, foi editada uma Medida Provisória (MP), a 832, que estabelecia uma política de preços para o frete. Essa MP mandava a ANTT publicar uma resolução com a tabela no prazo de cinco dias. Assim foi feito.

A MP 832 tramitou pelo Congresso e foi convertida na Lei 13.703. A lei manda a ANTT elaborar uma tabela de preços de frete rodoviário num processo com participação social. A agência iniciou esse trabalho e já consultou os interessados. Mas ainda não concluiu a nova tabela. Esse processo ainda levará 90 dias. O reajuste do diesel embaralhou esse quadro.

O acordo que encerrou a paralisação também criou uma política para o diesel. Pelo acordo, o litro ficaria com preço estável até o final de julho. Foi dado um desconto de R$ 0,46 por litro. Agora, o preço passa a mudar mensalmente, mas o desconto será preservado até dezembro. 

Com informações do jornal O Estado de S. Paulo!