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Para atingir meta, mutirão de vacinação vai a parques, shoppings e supermercados

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Para atingir meta, mutirão de vacinação vai a parques, shoppings e supermercados

Para melhorar os índices de vacinação contra poliomielite e sarampo, será realizado neste sábado, 1º, mais um dia D da campanha nacional. Desta vez, parques, shoppings e até supermercados vão se unir aos postos de saúde em São Paulo. Na capital, a meta é imunizar 95% das crianças de 1 ano a menores de 5 anos.

Neste sábado, ocorrerá o quarto dia D na capital - os demais foram nos dias 4, 18 e 25 deste mês - e a vacinação vai ocorrer em 90 postos de saúde e em postos volantes em diferentes pontos da cidade, entre eles o Parque do Ibirapuera e o Zoológico de São Paulo, na zona sul. O Parque Toronto, em Pirituba, na zona norte, também terá profissionais vacinando as crianças.

Entre os shoppings participantes da campanha estão Eldorado, Tatuapé, Tietê Plaza, Center Norte, Jardim Sul e Interlagos. Os supermercados Extra, no Campo Grande, e o Carrefour, na Chácara Santo Antônio, ambos na zona sul, também vão participar da ação.

Ao longo da última semana da campanha, a ação já tinha chegado às escolas públicas e particulares. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, foi a primeira vez que a iniciativa é levada ao ambiente escolar em larga escala para essa faixa etária. No entanto, já foram realizadas ações pontuais em creches e escolas de educação infantil.

A vacinação foi realizada com a autorização dos pais, que precisaram ainda mandar a caderneta de vacinação dos filhos para a escola. De acordo com a Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa), entre segunda e o meio-dia de quarta, equipes visitaram Centros de Educação Infantil (CEIs) e Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEIs) e encontraram 37.196 crianças com a idade do público-alvo da campanha matriculadas. Dessas, 13.299 já tinham sido vacinadas na campanha e 3.758 foram vacinadas contra a pólio e 3.737 receberam a dose da tríplice viral com a autorização dos pais.

A vendedora Daniele Araújo da Silva, de 25 anos, permitiu que a filha Isis, de 3 anos, fosse vacinada no CEI Vereador Renato Antonio Checchia, na Vila Leopoldina, na zona oeste da capital, na manhã da última terça-feira. "Vi no posto, mas já deixei para tomar aqui (na escola). A gente tem a mania de deixar para última hora, mas é melhor prevenir do que remediar."

Na unidade, 14 das cem crianças matriculadas foram imunizadas durante a ação. "Os cartões de vacinação estão em ordem. Podemos dizer que 80% dos alunos estavam com a carteira atualizada e tomaram a vacina na campanha e mais de 10% se vacinaram aqui. E tivemos um ou outro aluno que faltou, não estava aqui hoje", contabiliza Yaeko Oka Barancoski, enfermeira da Estratégia Saúde da Família da Unidade Básica de Saúde (UBS) Parque da Lapa, que atuou no trabalho.

A tarefa envolveu a equipe de saúde que foi ao local e as professoras da unidade, que conseguiram entreter as crianças durante a vacinação e acolheram prontamente as que choraram ao receber a injeção e a gotinha. Elas encorajaram os pequenos e, a todo momento, explicaram como seria a ação. Também aplaudiram ao término da vacinação e, com muito carinho, buscaram tornar o momento natural.

Coordenadora pedagógica da escola, Cristina Ferreira diz que a equipe conversou com os pais e bilhetes foram entregues para abordar a importância da vacinação. "Os pais ficam inseguros e alguns acham desnecessário, porque a campanha repete a dose. Eles também têm medo de a criança ter alguma reação."

A analista administrativa Giane Dias Riobranco, de 38 anos, conseguiu acompanhar a vacinação da filha Camila, de 4 anos, que também foi feita na escola. "Ela tomou as vacinas de 4 anos e, como já eram muitas, a de sarampo ficou para depois. Ela sempre está com a carteira atualizada." Giane aprova a alternativa, mesmo preferindo estar perto da filha durante a imunização. "Acompanhar é bom para a gente ver como a vacina é manuseada, mas a iniciativa é boa. Se todo mundo levasse o filho para vacinar, ficaríamos mais tranquilos. Só que não é isso que acontece."

Particular

A rede privada também está recebendo os agentes de saúde. A imunização de crianças também foi realizada na Jacarandá Berçário e Educação Infantil. Uma UBS da região entrou em contato com a escola na semana passada e a ação foi organizada. A proposta foi bem recebida pelos pais.

"Os pais receberam muito bem e uma coisa que está chamando atenção é que as pessoas têm várias dúvidas sobre a vacinação desde como funciona até questões técnicas. Muita gente também não estava sabendo da campanha", diz Tânia Rezende, diretora da escola.

Ela conta que, em 24 anos, é a primeira vez que a imunização é feita no local, mas que a iniciativa acabou sendo uma oportunidade para abordar o tema com as crianças. "Quando as professoras foram colocar a circular, também foi tema para as crianças. Foi aprendizado"

Na ação, foram imunizadas em torno de 20 crianças, das cerca de 100 que estudam no local. Tânia diz que a equipe foi atenciosa e avaliou as cadernetas de vacinação das crianças de forma criteriosa.

Presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo (Sieeesp), Benjamin Ribeiro da Silva diz que as escolas particulares costumam verificar a situação vacinal dos alunos. "A gente tem cobrado a carteirinha de vacinação e feito campanhas de esclarecimento, principalmente por causa das informações que circulam na internet, falando que a vacina faz mal."

Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde informou que a Covisa realizou uma parceria com a Secretaria Municipal da Educação (SME) para realizar busca ativa em unidades na rede municipal e escolas privadas para identificar crianças que não estão vacinadas para, após autorização dos pais, fazer a imunização.

"É importante esclarecer que a parceira acontece há algum tempo normalmente na vacinação contra o HPV. Com a parceria das escolas, é possível aumentar a cobertura vacinal e manter a população adolescente protegida."

A capital atingiu cobertura de 80% da dose de pólio e de 79,3% da tríplice viral até a última segunda e a meta é de 95% de adesão. No Estado, a cobertura está em 84% entre as crianças de 2 a 5 anos e em 65% para as crianças de um ano. No País, a adesão foi de 80%, e apenas os Estados do Amapá, Rondônia e Pernambuco atingiram a meta.

A imunização é indicada mesmo para crianças com a carteira de vacinação em dia, pois se trata de um reforço para evitar falhas vacinais. A meta é vacinar 2,2 milhões de crianças no Estado de São Paulo e 11,2 milhões no País.