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Praia onde capixaba morreu não tinha ataque fatal de tubarão há 80 anos

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Praia onde capixaba morreu não tinha ataque fatal de tubarão há 80 anos

O ataque ao capixaba Arthur Medici ocorreu na praia de Newcomb Hollow, na cidade de Wellfleet, nos Estados Unidos

Após o ataque de tubarão, a polícia local fechou a praia para realizar investigações | Foto: Steve Heaslip/AP

A praia onde o capixaba Arthur Medici, de 26 anos, morreu no último sábado (15), não registrava ataque fatal de tubarão há 80 anos. O ataque mais recente ocorreu em 15 de agosto, a cerca de 15 km do local da morte de sábado. Ao ser mordido por um tubarão branco na perna, o homem teria dado socos no tubarão, conseguindo se desvencilhar dele. Ele passou por uma série de cirurgias e deve deixar o hospital até o final de setembro, segundo o jornal norte-americano Boston Globe.

O ataque ao capixaba Arthur Medici ocorreu na praia de Newcomb Hollow, na cidade de Wellfleet, em torno do meio-dia, a 300 metros da areia, segundo o National Park Service, responsável por aquela região. Não há a confirmação, mas acredita-se que o ataque foi feito por um tubarão branco. Testemunhas na areia relatam que o surfista chegou a lutar com o tubarão, mas perdeu a batalha.

Arthur mudou-se para o país há dois anos para cursar faculdade. Estudava na Bunker Hill Community College, em Boston, Massachusetts.

Vaquinha online

O corpo do capixaba Arthur Medici, de 26 anos, que morreu após um ataque de tubarão nos Estados Unidos, deve chegar ao Espírito Santo entre sexta-feira (21) e sábado (22).

Mônica Medici, tia da vítima, informou que o custo do translado do corpo dos Estados Unidos para o Estado gira entre R$ 18 e R$ 75 mil. Com isso, familiares e amigos da vítima organizaram uma "vaquinha online" com a finalidade de arrecadar o valor. Até a manhã desta segunda-feira (17), a família já arrecadou $ 25.420, aproximadamente R$ 106 mil reais. 

Segundo familiares de Arthur Medici, o velório irá ocorrer em uma Igreja Maranata no Centro de Vila Velha. O enterro será no cemitério Municipal, mesmo local onde o avô do jovem está sepultado.

Ataques

Gavin Naylor, diretor do Programa da Flórida para Pesquisa de Tubarão, afirmou ao jornal norte-americano The Washington Post, que os ataques acontecem quando tubarões confundem seres humanos com focas e a população de focas vem crescendo na região, o que tem levado a uma busca agressiva dos tubarões mais próxima à praia.

Geralmente os ataques ocorrem próximos a bancos de areia, onde há potenciais refeições para esses animais. Os pesquisadores acreditam que os ataques podem aumentar, já que nessas condições os tubarões têm mais chance de encontrar pessoas, principalmente surfistas que vão atrás das ondas causadas por furacões, disse ainda ao jornal.

Segundo ele, há relatos recentes de tubarões brancos de até 3, 5 m na região da península de Cape Cod, onde está localizada a praia do ataque. “Um tubarão branco de 3,5 m e 500 kg se movendo a 40 km/h com a boca aberta faz um pouco de dano. Eles são como um caminhão quando ficam maiores”, afirmou.

O serviço de salva-vidas que atende à península de Cape Cod alerta em seu site que não há salva-vidas nas praias durante a baixa temporada e os banhistas devem seguir normas de segurança, principalmente em relação a tubarões brancos.

O último registro de morte por tubarão no local data de 1936. Joseph Troy Jr., de 16 anos, foi morto por um tubarão branco em Mattapoisett, em Buzzards Bay.

De acordo com o Shark Attack Files, a tendência é que os ataques de tubarão aumentem no mundo devido ao crescimento mundial populacional, que leva mais banhistas ao mar.

Com informações de Deborah Giannini, do R7