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Homem é suspeito de aliciar moradores de rua para aplicar golpes no ES

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Polícia

Homem é suspeito de aliciar moradores de rua para aplicar golpes no ES

Luciano Eduardo Rodrigues, de 53 anos, foi preso em Campo Grande, Cariacica, junto com Marco Antônio Pereira, de 55, que estava em situação de rua

Luciano (esquerda) teria convencido Marco Antônio a participar de golpe | Foto: Reprodução/PCES

Dois homens foram presos na manhã desta terça-feira (04), em Campo Grande, Cariacica, no momento em que tentavam conseguir um empréstimo bancário utilizando documentos falsos. De acordo com a polícia, Marco Antônio Pereira, de 55 anos, é morador em situação de rua e foi convencido por Luciano Eduardo Rodrigues, de 53 anos, a participar de um golpe junto com ele.

Marco Antônio foi detido em flagrante dentro de uma agência bancária, no momento em que assinava o contrato de empréstimo. Segundo investigações da Delegacia Especializada de Crimes de Defraudações e Falsificações (Defa), a dupla já havia tentado financiar uma moto em uma loja, também em Campo Grande.

"Nós recebemos uma denúncia de que eles estavam tentando adquirir uma motocicleta e que desconfiaram que eles estavam fazendo uso de documentos falsos. Eles tinham informado na loja que iam tentar realizar um empréstimo para comprar esse veículo à vista", disse a titular da Defa, delegada Rhayana Bremekamp.

Em depoimento, Marco Antônio disse à polícia que conheceu Luciano em São Torquato, Vila Velha, há cerca de 15 dias. Ele disse que, na ocasião, pagou uma cachaça para o morador de rua e lhe fez uma proposta, de que ele fosse a uma loja de motos para adquirir um veículo. Em troca, Marco Antônio receberia R$ 300,00. "Ele recebeu roupas e um documento já com foto, que ele alega desconhecer de como foi conseguida", frisou Rhayana Bremekamp.

Para a polícia, não há dúvidas de que Luciano integra uma quadrilha especializada em aliciar moradores em situação de rua e usuários de drogas para aplicar golpes. Um terceiro suspeito de integrar essa quadrilha está sendo investigado.

"São pessoas mais vulneráveis, que eles descobriram que, com qualquer valor, eles conseguem ou pegar seus documentos para utilizar ou até mesmo fazer com que eles vão à instituição financeira realizar esses empréstimos, com nome falso. E são pessoas que não vão procurar a polícia, não vão denunciar. Muitas vezes são dependentes químicos, que vão pegar qualquer valor para usar droga", ressaltou a delegada.