Mar 2020
2
Ricardo Frizera
MUNDO BUSINESS

porRicardo Frizera

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porRicardo Frizera

Alaska Black

Fundo de 800% de retorno carrega ações que já multiplicaram 1.800x

Henrique Bredda é a definição do investidor “do contra”. Aprendiz de um dos maiores investidores do história do Brasil, Luiz Alves Paes de Barros (com quem tivemos a honra de conversar pessoalmente em visita à Alaska no último ano), carrega a filosofia de que os investimentos de altos retornos vem quando se “olha para ações em que ninguém acredita”.

Ele costuma dizer que quando todos estão falando muito bem de uma empresa ‘x’, isso provavelmente significa que o momento de comprar ela já passou. Na teoria parece fácil, mas na prática significa tomar riscos altos– coisa que Bredda, como poucos, sabe fazer.

Em 2015, Henrique Bredda e seu time fizeram um dos investimentos mais arrojados e ao mesmo tempo vitoriosos da história do fundo. Quem acreditaria em uma empresa de varejo brasileira, à beira da falência em meio à grave recessão de 2014-2015?

A Magazine Luiza, uma das muitas empresas fortemente rejeitadas pelos investidores da bolsa, apresentou uma arrojada estratégia digital para se recuperar e surfar na onda da recuperação econômica como ninguém. Bredda acreditou na empresa e começou a incluí-la aos poucos no portfólio de ações da Alaska.

Acompanhando de perto o time e os resultados da empresa trimestre a trimestre, Bredda viu os lucros subirem e a ação explodir. De 30 de dezembro de 2015 até hoje, a ação MGLU3 valorizou 1.800 vezes, saindo do patamar de R$ 0,28 para R$ 50,52 por papel (atualmente estaria em R$ 404,16 sem o desdobramento de 1 para 8). Para se ter uma base de comparação, desde o fim de 2015, o Ibovespa subiu 140%, enquanto a Magalu já acumula ganhos na ordem de 18.000%.

Mas não se engane, isso não foi aposta nem especulação: Bredda comprou ações com o objetivo de se tornar sócio da empresa, e mantém ela no portfólio até hoje acreditando no crescimento dela no decorrer dos anos.

Essa mentalidade de longo prazo deixa o gestor mais confortável em tomar riscos maiores, afinal, mesmo que a ação sofra uma desvalorização em seu preço, Bredda sabe do valor intrínseco que ela carrega. Nesses oito anos, o fundo Alaska Black Master rentabilizou 800% e nesse caminho houve altas baixas de mais de 30% no período de um mês. Ou seja, a Alaska trabalha com fundos de alto risco, bem diferente da renda fixa e da maioria dos fundos multimercado que conhecemos.

Olhando o histórico da Alaska, vemos que a Magalu não foi uma tacada de sorte: das grandes ações que explodiram na bolsa durante esses anos, os fundos da Alaska surfaram em várias. Bredda destaca outros papéis que também fizeram a diferença para o crescimento do fundo, sendo eles: Marcopolo, São Carlos, Sonae Sierra, Randon e Log-In.

Hoje, a Alaska gere mais de R$ 4 bilhões de milhares de cotistas e é um dos fundos mais benquistos do mercado financeiro. Sem dúvidas, um daqueles investimentos que o cotista carrega com convicção pra uma vida inteira.

Quer conhecer mais sobre as perspectivas desse grande gestor da bolsa brasileira? A presença de Henrique Bredda está confirmada no evento Folha Business, que acontece nesta quinta-feira (05), no Shopping Vitória, com transmissão ao vivo no facebook do Folha Vitória (facebook.com/folhavitoria). Acompanhe as nossas redes sociais (@ricardofrizera) e inscreva-se no nosso mailing caso queira ser notificado.

O evento também conta com a participação do Ministro da Infraestrutura Tarcisio Gomes de Freitas, do Deputado Federal Felipe Rigoni, do Governador Renato Casagrande, do Presidente do Sistema Findes, Léo de Castro, do Presidente do Conselho da Apex Partners, Fernando A. K. Cinelli e de Rafael Mazzer, sócio do BTG Pactual. Eu, Ricardo Frizera, irei mediar um painel ao lado de Henrique Bredda e Rafael Mazzer. O evento é exclusivo para clientes e parceiros da Rede Vitória, APX Investimentos e APEX Partners, mas será transmitido ao vivo pelo jornal.

Palavra do Especialista

Piorando o impiorável

O Brasil é o país com a maior complexidade tributária do mundo de acordo com o taxcomplexity.org. Como consequência, 86% das empresas brasileiras apresentam algum tipo de irregularidade no pagamento de seus tributos.

A necessidade de uma reforma tributária é indiscutível. Contudo há duas regras fundamentais que devem ser atendidas: simplificação e diminuição da carga de impostos.

A PEC 45/2019, proposta pelo deputado Baleia Rossi (MDB-SP), substitui os três tributos federais (PIS, Cofins e IPI), o estadual ICMS e o municipal ISS, pelo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) – uma espécie de IVA (Imposto sobre Valor Agregado).

Todavia é difícil imaginar que o novo tributo fique abaixo dos 30% considerando a carga tributária atual, persistindo o estímulo à informalidade. Além de que o formato do IVA é ultrapassado e obsoleto para a era digital.

Nesse caso, a pressa pode ser inimiga da perfeição, o que não existe em se tratando de imposto. Ela pode piorar o “impiorável”, como afirmou o empresário Flávio Rocha.

Postado Agora

Compras no exterior com dólar do dia

A partir de ontem, o Banco Central passou a obrigar que as operadoras de cartão de crédito usem a cotação do dólar do dia da compra– em vez da cotação do dia do vencimento da fatura.

Postado Agora

Novo presidente do Uruguai quer Mercosul mais aberto

O recém empossado Lacalle Pou pediu flexibilidade para que os membros do Mercosul possam formar acordos bilaterais, na linha do que defendem Bolsonaro e Guedes. Atualmente, acordos comerciais dos membros do Mercosul com outras nações devem ser unânimes.

Postado Agora

Inteligência emocional será tema de palestra no CRA-ES

O Conselho Regional de Administração do Espírito Santo (CRA-ES) convida para participar da palestra “Programação Neurolinguística (PNL) como ferramenta de Inteligência Emocional”. Gratuito, o evento acontecerá dia 3 de março, na sede da autarquia, a partir das 18h30. Inscrições em www.craes.org.br

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