Dez 2022
5
Ricardo Frizera
MUNDO BUSINESS

porRicardo Frizera

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5
Ricardo Frizera
MUNDO BUSINESS

porRicardo Frizera

Carros elétricos e híbridos já representam 20% a 25% dos 50 mil veículos importados pela empresa

Com cinco décadas de mercado, a Comexport importou seus primeiros carros há cerca de 10 anos. Hoje, opera principalmente por meio de portos capixabas, e em menor volume pelo Porto de Suape (PE).

Em meio a onda global de eletrificação de veículos, a trading recebeu seus primeiros veículos híbridos entre 2018, da nova geração de carros da Volvo. A partir daí, a presença de carros movidos total ou parcialmente por bateria só cresceu.

As montadoras parceiras da Comexport começaram a trazer esse tipo de veículo para o Brasil e novas montadoras passaram a importar carros para o Brasil pelas mãos da trading, como as chinesas BYD (Grupo Águia Branca) e Great Wall (Grupo Líder).

Mas importar veículos elétricos exige infraestrutura e profissionais diferentes dos que operam a logística dos carros a combustão. Essa adaptação demandou da Comexport um investimento de R$ 10 milhões.

“Desenvolvemos tecnologias e estruturas próprias para a importação e distribuição de elétricos, o que contribuiu para sermos mais competitivos. Essa operação exige uma série de adaptações desde o momento em que recebemos até a hora que entregamos ao concessionário”, pontua Rodrigo Teixeira, sócio e vice-presidente comercial da Comexport.

Sem dúvidas, o investimento milionário rendeu frutos. Se há alguns anos a participação de veículos eletrificados era singela, hoje representa entre 20% e 25% dos 50 mil veículos que a empresa traz pelo Espírito Santo todos os anos- volume expressivo considerando a ainda pequena proporção de elétricos e híbridos nas ruas.

“Estamos em um momento de transição da matriz energética e esperamos que a importação de veículos eletrificados siga crescendo em ritmo exponencial. O futuro é elétrico, mas essa força ainda depende de incentivos fiscais do Governo Federal, da infraestrutura brasileira e da maior adoção pelos consumidores”, analisa Rodrigo.

Empresa quer duplicar operação no estado

Otimista com o mercado brasileiro, a Comexport quer reforçar os investimentos no Espírito Santo e projeta dobrar o volume de negócios no estado no ano que vem.

“Hoje o Espírito Santo é o estado mais preparado para operações logísticas e de importação de automóveis. As regras são claras e as coisas funcionam”.

“O mais importante no estado é o ambiente pró-negócios, a estabilidade e a transparência dos órgãos fiscalizadores e do governo com as empresas de comércio exterior”, conclui o empresário.

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