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Expectativa para 2018 é de superávit robusto de US$ 50 bilhões, diz secretário

Economia

Expectativa para 2018 é de superávit robusto de US$ 50 bilhões, diz secretário

As projeções, segundo o secretário, foram feitas com base no câmbio médio de R$ 3,31, divulgado na pesquisa Focus

O País deve registrar um superávit de US$ 50 bilhões em 2018, disse o secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Abrão Neto. Se a previsão se confirmar, será o segundo maior saldo comercial da história, superado apenas pelo resultado de 2017, divulgado nesta terça-feira, 2, de US$ 67 bilhões. "Nossa expectativa é de um superávit robusto em 2018, na casa dos US$ 50 bilhões", afirmou.

As projeções, segundo o secretário, foram feitas com base no câmbio médio de R$ 3,31, divulgado na pesquisa Focus desta terça, e comparadas com o câmbio médio de 2017, de R$ 3,19.

De acordo com o secretário, tanto as exportações quanto as importações brasileiras devem registrar aumento em 2018, o que deve levar a corrente comercial a registrar crescimento pelo segundo ano consecutivo. "As exportações e as importações devem registrar os maiores valores dos últimos três anos", disse.

As importações, porém, devem ter um crescimento maior do que as exportações devido à recuperação da economia brasileira. Além do crescimento na compra de insumos e bens intermediários, usados para a produção industrial e agrícola, também deve haver alta na aquisição de bens de consumo, com o aumento da demanda das famílias.

As exportações, de acordo com o secretário, devem ser impulsionadas pelo aumento da produção de commodities, principalmente petróleo e de minério de ferro. Já a produção de grãos deve manter o mesmo volume verificado em 2017.

Segundo Abrão, não há expectativa de variações significativas nos preços de petróleo e das commodities agrícolas. O comércio mundial, de acordo com a Organização Mundial do Comércio (OMC), deve aumentar 3,2% em volume.

Outra notícia positiva para os exportadores brasileiros é a expectativa de crescimento mundial, de 3,7%, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), com destaque de 6,5% para a China, 2,5% na Argentina, 2,3% nos Estados Unidos, 1,9% na Zona do Euro e 1,9% na América Latina e Caribe.

O secretário destacou ainda o início da vigência do acordo automotivo com a Colômbia, que permitirá a venda de 25 mil veículos neste ano, sem impostos. Além disso, o acordo de livre comércio com o Egito deve contribuir para elevar as exportações brasileiras, que neste ano atingiram US$ 2,4 bilhões.

Conta de petróleo

O secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria e Comércio disse que o superávit da conta de petróleo e derivados verificado em 2016 e 2017 e que deve se repetir em 2018 é "conjuntural" e não deve ser visto no médio prazo a despeito da maior produção do pré-sal.

"A constatação é que o Brasil, na nossa avaliação, seguirá sendo importador líquido de petróleo e derivados. O que houve em 2016, 2017 e acontecerá em 2018 é uma situação conjuntural em que as exportações superam as importações", disse o secretário.

Abrão explicou que o Brasil importa combustíveis e derivados que têm preço muito maior que o petróleo em bruto - item exportador pelo País. "Só essa diferença já é suficiente para termos déficit na conta de petróleo. Com a retomada da economia e aumento da demanda interna, a trajetória natural é que as importações ultrapassem as exportações", disse. "No médio prazo, seguirá como importador líquido desses produtos e tendemos a continuar seguindo com déficit", completou.