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BC japonês vai manter estímulos até inflação de 2% ser atingida, diz Kuroda

Economia

BC japonês vai manter estímulos até inflação de 2% ser atingida, diz Kuroda

São Paulo - O presidente do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês), Haruhiko Kuroda, disse hoje que o BC japonês vai manter amplos estímulos monetários até que a inflação convirja para sua meta oficial de 2% "de forma estável".

Segundo Kuroda, que falou em entrevista coletiva após decisão de política monetária do BoJ, o ímpeto dos preços em direção à meta continua, "mas não tem força". "Continuamos distantes de atingir a meta de inflação de 2%", disse.

Dados recentes mostraram que a taxa anual de inflação ao consumidor japonês ficou em 0,4% em janeiro. Já o núcleo da taxa, que desconsidera preços voláteis, foi de apenas 0,1%.

Diante disso, Kuroda não apenas avaliou ser apropriado que o BoJ siga adiante com sua política acomodatícia, como não descartou a possibilidade de a taxa de depósitos ser ainda mais reduzida.

Após reunião de dois dias, o BoJ anunciou durante a madrugada que manterá sua política monetária inalterada, incluindo a meta do bônus do governo japonês (JGB) de 10 anos em torno de zero, a taxa de depósitos em -0,1% e as compras anuais de JGBs em cerca de 80 trilhões de ienes (US$ 705 bilhões).

A decisão veio após o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) voltar a elevar ontem seus juros em 0,25 ponto porcentual, confirmando as expectativas de analistas.

Kuroda também comentou que avanços nos rendimentos de bônus externos não significam que o BoJ irá alterar sua meta para o JGB de 10 anos.

"Iremos controlar a curva de juros (do JGB de 10 anos) com base em análises da economia doméstica, dos preços e das condições econômicas. Ela não será afetada por aumentos nos juros de bônus estrangeiros", afirmou o chefe do BoJ.

Kuroda também comentou que os recentes ajustes de juros nos EUA ainda não tiveram sério impacto nas economias emergentes, mas ressaltou que persistem dúvidas sobre as políticas do presidente americano, Donald Trump, que assumiu o cargo em janeiro. Com informações da Dow Jones Newswires.