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Draghi diz que não há mais esse senso de urgência em tomar novas ações

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Economia

Draghi diz que não há mais esse senso de urgência em tomar novas ações

São Paulo - Em suas entrevistas coletivas, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, costumava dizer que a instituição está preparada para usar "todos os instrumentos disponíveis dentro de seu mandato", mas em sua declaração desta quinta-feira, esta frase foi removida".

"Isso foi removido, basicamente para sinalizar que não há mais esse senso de urgência em tomar novas ações, que tinham sido motivadas pelos riscos de deflação", explicou Draghi. Esta frase fez com que o retorno dos bônus alemães de 10 anos atingissem o maior nível em um mês, assim como uma forte alta do euro.

Para ele, a política monetária tem sido bem sucedida e que as medidas estão apoiando as condições de empréstimos significativamente. "A demanda por crédito na zona do euro continua a melhorar", disse ele. "O BCE não discutiu impulso do programa de compras de ativos e nem o seu fim".

Draghi voltou a reiterar que as taxas de juros ficarão em níveis atuais ou mais baixos por um período prolongado e que o programa de compras de ativos irão além de 2017, se necessário. A principal taxa do BCE, a de refinanciamento, utilizada em empréstimos regulares, permaneceu na mínima histórica de 0%, enquanto a taxa de depósitos ficou inalterada em -0,4%, o que significa que os bancos comerciais continuarão pagando para deixar recursos depositados no BCE.

"Tenho que reconhecer o progresso no crescimento e que as medidas políticas continuam a preservar condições muito favoráveis", disse o presidente do BCE, acrescentando que os indicadores de confiança sugerem que a recuperação pode estar ganhando impulso.

No entanto, caso ocorra algum problema no caminho, Draghi disse que "estamos prontos para aumentar as compras de ativos, se a perspectiva piorar". Entre os obstáculos que a zona do euro deverá passar neste ano, está a saída do Reino Unido da União Europeias e a conturbada eleição presidencial na França, com destaque para a candidata de extrema-direita, Marine Le Pen, cuja proposta é tirar seu país da zona do euro.

"Os riscos à perspectiva do euro estão menos pronunciados, mas ainda pendem para o negativo, apesar de fontes domésticas de riscos estarem mais contidas", disse Draghi. Ele espera que haja um significativo impacto no crescimento econômico com o Brexit e eleições em geral, mas destacou que o euro é muito forte e resistente a crises, "mas devemos sempre questionar sobre como tornar o euro mais resistente a crises".

A visão do BCE é que cenários muito negativos agora são menos prováveis que se materializem, mas que o risco geopolítico é sempre uma relevante fonte de risco. Ainda assim, ele destacou que não vê risco de ruptura do euro e que o euro é irrevogável. Para ele, a região ainda não sentiu as consequências do Brexit.

Sobre o crescimento como um todo, Draghi disse que a perspectiva melhorou e que as projeções do BCE dependem de implementação plena de todas as medidas de estímulos. "A postura da política é considerada apropriada. Há reconhecimento de que o equilíbrio do risco melhorou em relação ao crescimento".

Em uma pergunta sobre manipulação da moeda, Trump disse "reitero o compromisso do G20 em rejeitar qualquer desvalorização competitiva" e que é importante o G-20 reafirmar seu compromisso de comércio aberto.