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Barbosa: Não vou me limitar a projetos de 4 anos

Economia

Barbosa: Não vou me limitar a projetos de 4 anos

Brasília - O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, disse nesta quarta-feira, 10, durante audiência pública das comissões de Infraestrutura e Meio Ambiente, que os planos do governo têm que superar quatro anos. "Não é porque temos um mandato de quatro anos que vou me limitar a fazer projetos de quatro anos", afirmou Barbosa.

O comandante do ministério do Planejamento ressaltou que esse é o caso da ferrovia bioceânica, que contará com a participação peruana e chinesa, após responder pergunta do senador Blairo Maggi (PR/MT), que apoiou o projeto anunciado ontem.

Barbosa garantiu que há investidores estrangeiros e brasileiros interessados na ferrovia linha norte-sul, que também está no programa de concessões e para a qual o governo estima um investimento de R$ 7,8 bilhões para o trecho entre Goiás, Tocantins, Maranhão e Pará, com uma extensão de 1.430 quilômetros. Para outro trecho da mesma ferrovia que abrange Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso, com extensão de 895 quilômetros, os recursos necessários, de acordo com o anúncio de ontem, somariam de R$ 4,9 bilhões.

Ao ser questionado por parlamentares sobre a concessão do aeroporto de Salvador, o ministro afirmou que concorda em priorizar o projeto. "Concordo com a urgência e prioridade do aeroporto de Salvador", afirmou o ministro. Durante a fala, Barbosa também ressaltou que o governo federal está disposto a estudar concessões regionais.

PIS/Cofins

Barbosa afirmou ainda aos senadores que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, deverá apresentar proposta para simplificação do PIS/Cofins. Segundo ele, o governo está trabalhando para simplificar o sistema tributário e os problemas burocráticos do País. "Além de melhorar educação e infraestrutura, temos uma terceira via que não custa dinheiro, mas que é difícil, que é a melhoria do sistema tributário do Brasil", disse.

'Quebrado'

Após questionamentos de senadores, o ministro rejeitou a ideia de que o País esteja "quebrado". "Eu não acho que o Brasil está quebrado nem numa situação fora do controle", afirmou. E reiterou que a chave do crescimento é o aumento da produtividade. E para isso, segundo o ministro, o governo tem várias iniciativas, como o plano plurianual. "O governo avançou bastante, mesmo com alguns números um pouco abaixo do que apresentamos inicialmente", finalizou o ministro depois de quase 4 horas de audiência pública.