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Bancários entram em acordo e decidem encerrar greve no Espírito Santo

Economia

Bancários entram em acordo e decidem encerrar greve no Espírito Santo

Em assembleia realizada na noite desta segunda, categoria decidiu aceitar reajuste de 10% nos salários e encerrou paralisação iniciada no último dia 6 em todo o país

Bancários decidiram encerrar a greve nesta segunda-feira Foto: Divulgação

Após 21 dias em greve, os bancários dos bancos privados voltarão ao trabalho, nesta terça-feira (27), em todo o Espírito Santo. Em assembleia realizada no início da noite desta segunda-feira (26), os trabalhadores decidiram aceitar a proposta oferecida pela Federação Nacional dos Bancos (Fanaban) e encerrar a paralisação, que teve início no último dia 6 em várias cidades do Brasil.

Entretanto, até as 21 horas desta segunda-feira, os bancários do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banestes ainda não haviam decidido sobre o fim da greve, já que há outras negociações à parte com esses trabalhadores.

Os bancários haviam fechado, no último sábado (24), a proposta global para o Acordo Coletivo da categoria. Para as assembleias marcadas para esta segunda-feira, em todo o país, para decidir sobre a continuidade ou não da greve, a orientação do Comando Nacional dos Bancários era para a aceitação da proposta e o fim da paralisação.

A Fanaban propôs reajuste de 10% sobre salários, benefícios e participação nos lucros. A federação também propôs correção de 14% no vale-refeição e no vale-alimentação.

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), os banqueiros aceitaram abonar 63% das horas dos trabalhadores de 6 horas, de um total de 84 horas, e 72% para os trabalhadores de 8 horas, de um total de 112 horas. A compensação dos dias de greve será de uma hora diária até 15 de dezembro, a contar a partir da assinatura do acordo.

Em relação às cláusulas de saúde, os bancos apresentaram um termo de entendimento a ser assinado entre os seis maiores bancos e o movimento sindical bancário com mesas específicas para tratar de ajustes na gestão das instituições de modo de reduzir as causas de adoecimento e afastamento. As comissões de empresa acompanharão para garantir a melhoria das condições de trabalho.

Reivindicações

Inicialmente, os bancários reivindicavam da Federação Nacional dos Bancos um reajuste salarial de 16%, participação nos lucros de três salários, acrescidos de R$ 7.246,82, piso equivalente ao salário mínimo do Dieese em junho, além de reajustes nos vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá.

Os grevistas exigiam também melhores condições de trabalho, com o fim do assédio moral, que adoecem os bancários, fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas. 

O acordo prevê também Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários, auxílio-educação e esquema de prevenção contra assaltos e sequestros.

Resumo da proposta aceita pelos bancários nesta segunda-feira:

Reajuste: 10%.

Pisos: Reajuste de 10%.
- Piso de portaria após 90 dias: R$ 1.377,62
- Piso de escriturário após 90 dias: R$ 1.976,10
- Piso de caixa após 90 dias: R$ 2.669,45 (que inclui R$ 470,75 de gratificação de caixa e R$ 222,60 de outras verbas de caixa).

PLR regra básica: 90% do salário mais valor fixo de R$ 2.021,79, limitado a R$ 10.845,92. Se o total apurado ficar abaixo de 5% do lucro líquido, será 

utilizado multiplicador até atingir esse percentual ou 2,2 salários (o que ocorrer primeiro), limitado a R$ 23.861,00.

PLR parcela adicional: 2,2% do lucro líquido distribuídos linearmente, limitado a R$ 4.043,58.

Antecipação da PLR até 10 dias após assinatura da Convenção Coletiva: na regra básica, 54% do salário mais fixo de R$ 1.213,07 limitado a R$ 

6.507,55. Da parcela adicional, 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre, limitado a R$ 2.021,79. O pagamento do restante será feito até 1º de 

março de 2016.

Auxílio-refeição: de R$ 26 para R$ 29,64 por dia.

Cesta-alimentação: de R$ 431,16 para R$ 491,52

13ª cesta-alimentação: de R$ 431,16 para R$ 491,52

Auxílio-creche/babá: de R$ 358,82 para R$ 394,70 (para filhos até 71 meses). E de R$ 306,96 para R$ 337,66 (para filhos até 83 meses).

Requalificação profissional: de R$ 1.227,00 para R$ 1.349,70