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Após prisões, Conmebol e Concacaf prometem seguir colaborando com investigações

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Esportes

Após prisões, Conmebol e Concacaf prometem seguir colaborando com investigações

Assunção - Horas depois de ver seus presidentes presos pela polícia suíça, a Conmebol e a Concacaf emitiram nota oficial para garantir que estão colaborando com as investigações do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. O paraguaio Juan Ángel Napout, que lidera a Confederação sul-americana de Futebol, e o hondurenho Alfredo Hawit foram detidos sob acusação de corrupção, nesta quinta-feira, em Zurique.

Os dois, que também são vice-presidentes da Fifa, foram detidos no mesmo hotel Baur Au Lac onde sete dirigentes da entidade máxima do futebol foram presos no fim de maio, às vésperas do Congresso da Fifa. Desta vez, eles estavam em Zurique para a reunião do Comitê Executivo, que aprovou reformas nesta quinta.

"A Conmebol continuará cooperando permanentemente com a investigação das autoridades e seguirá aprofundando as reformas administrativas que vem dando à confederação maior transparência e fortalecimento institucional", registrou a entidade sul-americana, em nota. A Conmebol foi a entidade mais atingida pelas investigações dos norte-americanos. Em apenas seis meses, três presidentes da confederação foram detidos.

Assim como fez a Conmebol, a Concacaf assegurou colaboração total com a investigação e prometeu seguir "comprometido com a implementação de uma reforma total". "A maior parte dos itens desta reforma já foram implementada nas estruturas administrativas e de compliance da Concacaf", anunciou a entidade.

Segundo o Departamento de Polícia da Suíça, Napout e Hawit são acusados de receber milhões de dólares em propinas por contratos comerciais em torneios. São suspeitos também de lavagem de dinheiro e aguardam o processo de extradição para os EUA.

Napout, em entrevista à reportagem antes da prisão, havia insistido esta semana que queria "reformar a Conmebol" e que era "totalmente favorável à transparência". Adotando um tom de "reformador", ele insistia que "não renunciaria" e que a entidade sul-americana entrava em uma nova fase, depois das prisões dos ex-presidentes Eugênio Figueredo e Nicolás Leoz.