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Iêmen: Estados Unidos lançam ataque e matam três supostos líderes da Al-Qaeda

Geral

Iêmen: Estados Unidos lançam ataque e matam três supostos líderes da Al-Qaeda

Sanaa, Iêmen - Forças norte-americanas lançaram uma operação na região central do Iêmen neste domingo, segundo autoridades de segurança e tribais. A operação consistiu no desembarque de tropas de aeronaves e matou três alegados líderes da Al-Qaeda.

O ataque surpresa na província de Bayda matou Abdul-Raouf al-Dhahab, Sultan al-Dhahab e Seif al-Nims, segundo as informações. A família al-Dhahab é considerada aliada da Al-Qaeda, que, segundo as forças de segurança, está concentrada na província de Bayda. Um terceiro membro da família, Tarek al-Dhahab, foi morto em um ataque feito por um drone dos EUA anos atrás.

Os combates duraram cerca de 45 minutos e os soldados dos EUA mataram ou feriram cerca de duas dúzias de homens, incluindo alguns sauditas presentes no local, de acordo com as autoridades iemenitas - que falaram sob condição de anonimato. Funcionários militares dos EUA não quiseram comentar o assunto, mas disseram que estavam examinando o relatório sobre a operação.

Há pouco mais de uma semana, ataques feitos supostamente por drone norte-americano mataram três outros supostos agentes da Al-Qaeda na província de Bayda, no primeiro assassinato ocorrido no país desde que Donald Trump assumiu a presidência dos EUA.

As autoridades tribais disseram que os americanos estavam procurando o líder da Al-Qaeda, Qassim al-Rimi, acrescentando que eles capturaram pelo menos dois indivíduos não identificados.

A Al-Qaeda na Península Arábica é vista por Washington como um dos ramos mais perigosos da rede terrorista global. O grupo explorou o caos da guerra civil do Iêmen, apoderando-se de territórios no sul e no leste.

A guerra teve início em 2014, quando o grupo rebelde Shiite Houthi e seus aliados conquistaram a parte norte do Iêmen e tomaram a capital, Sanaa. Uma coalizão militar liderada pela Arábia Saudita vem ajudando as forças do governo a combater os rebeldes por quase dois anos. Fonte: Associated Press.