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Bebê esfaqueado pela mãe em Cachoeiro permanece na UTI e estado ainda é grave

Polícia

Bebê esfaqueado pela mãe em Cachoeiro permanece na UTI e estado ainda é grave

De acordo com informações do Hospital Infantil Francisco de Assis, onde a criança está internada. As próximas horas serão decisivas para uma alteração no quadro de saúde do paciente

O delegado Guilherme Eugênio disse que a mãe do bebê será indiciada por tentativa de homicídio Foto: ​Alissandra Mendes

O bebê de apenas dois meses, esfaqueado pela própria mãe na última quarta-feira (13), em Cachoeiro de Itapemirim, permanece internado em estado grave na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Infantil Francisco de Assis (HIFA). Ele está entubado e seu estado de saúde ainda é grave.

De acordo com informações da assessoria do HIFA, o bebê não apresentou alteração em seu quadro de saúde, mas os médicos estão otimistas com a recuperação. Por causa das lesões, a criança teve hemorragia e perfurações na região do abdômen, braço e pescoço. Um dos rins do menino precisou ser retirado. Ainda, segundo o hospital, as próximas horas serão decisivas para o bebê apresentar alteração no quadro de saúde. 

Na manhã desta quinta-feira (14), o caso passou a ser investigado pela Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV). O delegado Guilherme Eugênio disse que o pai da criança será ouvido nesta sexta-feira (15). “Recebemos o inquérito e não há dúvidas quanto à autoria. Vamos ouvir o pai para avaliar mais alguma coisa, mas a mãe será indiciada por tentativa de homicídio”, explica.

Segundo o delegado, juridicamente, o caso é complicado e somente o júri vai decidir se o crime é infanticídio, ou não e se ela agiu sob estado puerperal, que é o espaço de tempo variável, que vai do desprendimento da placenta até a involução total do organismo materno às suas condições anteriores ao processo de gestação. A avó da criança contou, em depoimento à polícia, que a mãe do bebê fazia acompanhamento há dois anos por causa de depressão.

“Se reconhecido o estado, além de receber benefícios, a prisão da mãe em regime fechado, fica totalmente inviável. O que pode acontecer nesse caso, é uma conversão da pena em serviços comunitários”, completa Guilherme Eugênio. Se for condenada por infanticídio, a pena da mãe pode ser de dois a seis anos de prisão. Se for condenada em tentativa de homicídio a pena é reduzida de um a 2/3 do tempo.