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Após nove dias sequestrada, sogra de presidente da F1 é encontrada

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Polícia

Após nove dias sequestrada, sogra de presidente da F1 é encontrada

Aparecida Schunck Flosi Palmeira, de 67 anos, estava em Cotia, em São Paulo. A polícia usou imagens de câmeras de segurança do local onde a vítima foi pega para identificar um dos suspeitos

A mulher ficou sequestrada durante nove dias em Cotia Reprodução/Rede Record

São Paulo - Os dois acusados presos pela polícia pelo sequestro de Aparecida Schunck Flosi Palmeira, de 67 anos, sogra de Bernie Ecclestone, presidente da empresa que administra a Fórmula 1, contaram que iam receber cada um R$ 20 mil para fazer o sequestro de Aparecida Schunk Flosi Palmeira. A polícia investiga agora quem seria o mandante do crime. "Existem outros envolvidos", disse a delegada Elizabete Ferreira Sato.

O sequestro durou nove dias. Aparecida foi rendida em casa por sequestradores. Dois homens fingiram ser entregadores de móveis. Ela foi levada no próprio carro.O sequestro foi em Interlagos. O carro foi abandonado na região do Rio Pequeno, na zona oeste. Dalí, a aposentada foi levada para o cativeiro, em Cotia, na grande São Paulo.

Aparecida é sogra de Bernie Ecclestone, que preside a empresa responsável pela Fórmula 1 no mundo todo. Bernie conheceu a filha de aparecida durante as disputas no autódromo de Interlagos, em 2009. Ele e Fabiana se casaram na Suíça e vivem em Londres, na Inglaterra.

O empresário é dono de uma fortuna avaliada em R$ 8 bilhões. Dias depois do sequestro, os suspeitos começaram a exigir dinheiro para libertar a aposentada.

A quebra do sigilo do e-mail de um dos sequestradores e as impressões digitais deixadas por eles no Fiesta levado da família foram as pistas que permitiram à Divisão Antissequestro (DAS) chegar aos acusados Vitor Oliveira Amorim e Davi Vicente Azevedo.

O primeiro era procurado pela Justiça em razão de outros crimes enquanto o segundo já havia sido detido por roubo. Eles usaram um e-mail de uma conto do Yahoo para negociar o resgate com a família de Aparecida. Por meio da quebra do sigilo, a DAS identificou o primeiro suspeito. Era Azevedo.

Foi ele quem primeiro foi preso. Os policiais sabiam que o acusado havia sofrido um acidente de moto no dia 26 e havia deixado o cativeiro, onde Amorim permanecia vigiando Aparecida. Eles vigiaram a casa de Azevedo em Cotia e o detiveram quando ele saía do imóvel. Azevedo estava de muleta.

Confrontado com a presença de suas impressões digitais no Fiesta da vítima, o acusado teria, segundo a polícia, decidido colaborar. Ele levou os policiais até o cativeiro de Aparecida. A vítima estava dentro da casa da chácara e era vigiada pela outro acusado detido - Amorim.

Durante os contatos com a família, os bandidos exigiram que o resgate de R$ 168 milhões fosse pago na sexta-feira. Queriam que o dinheiro fosse entregue em quatro sacos por um helicóptero. A polícia mantinha contato com a família e desaconselhou que o empresário Bernie Ecclestone viesse ao Brasil para acompanhar o caso. Bernie permaneceu na Inglaterra com sua mulher, Fernanda.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.