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Dorrit Harrazim recebe Prêmio Gabriel García Márquez de Jornalismo

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Política

Dorrit Harrazim recebe Prêmio Gabriel García Márquez de Jornalismo

São Paulo - A Fundação Novo Jornalismo Ibero-americano (FNPI) decidiu entregar o Prêmio Gabriel García Márquez de Jornalismo na Categoria de Excelência para a jornalista Dorrit Harrazim, de 72 anos. A cerimônia será no dia 30 de setembro, em Medellín, na Colômbia.

Com 50 anos de carreira, Dorrit participou de coberturas jornalísticas históricas como as guerras do Vietnã e do Camboja, o golpe contra o governo de Salvador Allende no Chile, a primeira guerra do petróleo nos Emirados Árabes e o atentado de 11 de setembro em Nova York, além de ter acompanhado quatro eleições presidenciais nos EUA e oito Jogos Olímpicos.

A trajetória de Dorrit inclui trabalhos para as revistas brasileiras Veja, da qual é uma das fundadoras, e Piauí, para os jornais O Globo, Jornal do Brasil, onde dirigiu correspondentes, e o jornal O Estado de S. Paulo, e para a Editora Abril, em Nova York. Iniciou sua carreira na revista francesa L´Express.

Atualmente, a jornalista escreve uma coluna para o jornal O Globo e se dedica a projetos jornalísticos autorais. "O reconhecimento à excelência é concedido anualmente para um jornalista de reconhecida independência, integridade e compromisso com os ideais de serviço público do jornalismo, que merece ser destacado e posto como exemplo pelo conjunto da sua trajetória e aporte excepcional para a procura da verdade e do avanço do jornalismo", afirmou Teresita Goyeneche, coordenadora da premiação.

Dorrit nasceu na extinta Iugoslávia e chegou ao Brasil com os pais e irmãos aos 5 anos de idade. Ela deixou o Brasil para estudar linguística na Universidade de Heidelberg, na Alemanha. De lá, continuou seus estudos na Sorbonne, em Paris. Aos 24 anos, foi contratada pela revista L'Express onde conheceu dois ítalo-brasileiros, Roberto Civita (Editora Abril) e Mino Carta, de passagem pela capital francesa. Em 1968, sob o impacto da repressão contra protestos trabalhistas e estudantis, foi assediada pelo serviço de contraespionagem francês e, em outubro, desembarcou em São Paulo para trabalhar, pela primeira vez, como repórter na Veja.

Aos 30 anos, a jornalista chegou à União Soviética para cobrir uma área que se tornaria sua especialidade, a cobertura de esportes olímpicos, em 1980. "Moscou pensava, com a competição, obter como que um definitivo, eloquente aval a comunidade internacional ao regime instalado pela Revolução de 1917", escreveu ela na abertura da reportagem de capa que publicou na revista semanal brasileira.

Do trabalho com a VideoFilmes, do documentarista João Moreira Salles, Dorrit participou da série de documentários sobre temas brasileiros chamada Travessia, exibido pelo canal GNT. Na Piauí, escreveu sobre a vida de ex-presidentes, respondia às cartas de leitores, entre tantos outros temas.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.