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Doria se reúne com Haddad nesta sexta para discutir transição na Prefeitura de SP

Política

Doria se reúne com Haddad nesta sexta para discutir transição na Prefeitura de SP

Doria disse que começará a trabalhar em suas propostas de governo nesta sexta-feira, 7, quando se reunirá com o atual prefeito Fernando Haddad (PT) para discutir o orçamento municipal

Segundo Doria, a atual gestão enviou os dados à sua equipe na última terça-feira, 4 Foto: R7

O prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), disse em entrevista à rádio Jovem Pan nesta quarta-feira, 5, que o programa de desestatização que pretende implantar na cidade não é uma medida rápida, porque é necessário respeitar a legislação, mas que pretende dar celeridade a essa e outras propostas que discutiu durante a campanha eleitoral.

Doria disse que começará a trabalhar em suas propostas de governo nesta sexta-feira, 7, quando se reunirá com o atual prefeito Fernando Haddad (PT) para discutir o orçamento municipal. Segundo Doria, a atual gestão enviou os dados à sua equipe na última terça-feira, 4. "A primeira reunião da equipe de transição será feita às 10h dessa sexta-feira, na sede da Prefeitura."

Indagado sobre as comparações que estão sendo feitas sobre ele, como por exemplo, de que seria o Donald Trump brasileiro, Doria disse preferir uma comparação com Michael Bloomberg, empresário multimilionário e ex-prefeito de Nova York. Na entrevista, o tucano disse que não vai governar só para quem o elegeu. "Vou governar para todos, quero os jovens na minha gestão, porque será uma administração digitalizada. E a melhor resposta às críticas será feita com o trabalho", destacou, reiterando que vai manter as ciclovias onde elas estão funcionando bem, mas irá revê-las nos locais onde não são utilizadas, como em localidades das zonas leste e sul. "Vamos colocar o setor privado para fazer a manutenção onde elas já funcionam", emendou.

Na entrevista à rádio, Doria voltou a dizer que não será candidato à reeleição à Prefeitura de São Paulo porque é contra esse instrumento. Prometeu permanecer no cargo durante os quatro anos do mandato e frisou que a reeleição se mostrou um instrumento ruim porque a pessoa faz concessões e entrega benefícios políticos para tentar se manter na função após o fim do mandato, em detrimento da boa administração da cidade.

Doria, entretanto, não foi enfático ao responder sobre a possibilidade de disputar outros cargos na vida pública, deixando a possibilidade em aberto.

Indagado sobre a redução da velocidade nas Marginais Tietê e Pinheiros, reiterou que vai colocar a medida em prática após assumir o mandato, em janeiro. "Neste momento, nossa decisão em rever a velocidade está mantida, mas não tenho compromisso com o erro", argumentou. E disse que sua gestão vai investir em campanhas educativas. "Haverá fiscalização, mas a volúpia pela multa vai acabar, a guarda civil não vai mais cuidar de multa, ficar em cima de viaduto ou atrás de arbustos multando não, vai proteger a cidade, o patrimônio público e as pessoas."

O prefeito eleito falou de outras prioridades em sua gestão, como na área da saúde e da educação e da venda de bens e patrimônios públicos, como o Autódromo de Interlagos que, na sua avaliação, passará a ser o grande palco de shows abertos na cidade. O tucano disse que sua gestão será favorável aos aplicativos de mobilidade, como o Uber, "mas sem desmerecer os taxistas". Doria disse ainda que pretende adotar o padrão de referência do Poupatempo na gestão municipal. E reafirmou que não quer salário. "Sou um servidor da cidade."