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Alckmin defende privatização da maioria das estatais federais

Política

Alckmin defende privatização da maioria das estatais federais

Alckmin também afirmou que pretende fazer aliança com cinco ou sete partidos se for candidato e que vai defender uma agenda reformista e de competitividade

"Temos 17 mil quilômetros de fronteira seca com países vizinhos. O Brasil hoje é o maior consumidor de crack do mundo. Você tem um problema de saúde pública e de segurança. Governo federal precisa liderar", disse o governador de São Paulo

São Paulo - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que já manifestou interesse em disputar a Presidência da República no ano que vem, disse nesta segunda-feira, 27, que, se eleito, pretende privatizar a maior parte das 150 estatais federais.

Ao participar de fórum da revista Veja, o tucano disse que um terço dessas estatais foi criado em governos petistas e, em boa parte, a participação estatal não tem sentido.

Ressalvando sempre que tudo depende da confirmação de sua candidatura - que depende da indicação do PSDB -, Alckmin adiantou ainda que pretende criar um Ministério de Segurança Pública. "Precisamos rever modelo institucional de segurança pública. Governo federal tem que liderar esse trabalho. Não é um trabalho fácil", declarou.

"Temos 17 mil quilômetros de fronteira seca com países vizinhos. O Brasil hoje é o maior consumidor de crack do mundo. Você tem um problema de saúde pública e de segurança. Governo federal precisa liderar. Não é o problema de um Estado, é de todos os Estados", acrescentou.

Alckmin afirmou que pretende fazer aliança com cinco ou sete partidos se for candidato e que vai defender uma agenda reformista e de competitividade. "Países que passaram de renda média para renda alta tiveram inserção no comércio exterior", disse.

Segundo o governador, a reforma da Previdência, mesmo após sofrer alterações, é necessária, embora devesse ter sido aprovada há um ano. Ele classificou ainda a reforma política como a mãe de todas as reformas.

Para o governador, emprego e renda deverão ser questões centrais nas próximas eleições. Ele garantiu que vai apoiar a candidatura do prefeito João Doria se ele for o nome escolhido pelo partido e que não deixará a sigla. "Não vou sair do partido se o PSDB lançar outro candidato."

Segundo Alckmin, aproximar das pessoas e dizer a verdade farão a diferença em 2018. "O povo prefere um 'não' explicado do que um 'sim' do que não vai ser cumprido", declarou, atribuindo a frase ao ex-governador Mario Covas.

O governador aproveitou ainda para atacar o discurso do "novo" na política, usado, entre outros, pelo prefeito João Doria. "O que é o novo? É a idade? É a experiência? O novo é combater o corporativismo, que levou a um País caro e ineficiente".

A respeito do pedido de investigação contra ele pedido pela Procuradoria-Geral da República (PGR), Alckmin repetiu que o País nunca precisou tanto de transparência.