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Senador Ricardo Ferraço fala sobre licença do cargo em entrevista exclusiva

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Política

Senador Ricardo Ferraço fala sobre licença do cargo em entrevista exclusiva

Ricardo Ferraço

Senador Ricardo Ferraço Foto: Agência Senado

O senador capixaba Ricardo Ferraço iniciou nesta-quarta-feira (07) um período de afastamento de seu mandato no Senado. A decisão foi tomada após a Comissão de Ética arquivar o processo contra o senador Aécio Neves. No período em que ficará afastado do mandado, Ferraço disse que pretende avaliar seu trabalho e conversar sobre as agendas locais com a população. Saiba mais sobre os planos do senador na entrevista exclusiva com Ricardo Ferraço ao Jornal Online Folha Vitória. 

Folha Vitória: Como o senhor tomou a decisão de se afastar do Senado? Isso já estava nos planos?
Ricardo Ferraço: Eu já vinha pensando em passar um período mais próximo do Espírito Santo,  porque estou estou concluindo o sétimo ano de mandato como senador. Foram sete anos de um trabalho intenso, muito duro. Então eu já vinha acumulando essa expectativa de ficar mais próximo do Estado.  Mas houve uma gosta d'água nesse processo. O senado virou as costas para a sociedade ter virado as costas para sociedade e dialogado com o corporativismo. Na minha opinião foi um erro muito grande por parte do Casa. Outro fator é que o calendário está muito restrito este ano.  Entre feriados e recessos, cheguei a conclusão que Brasília não vai produzir muitos fatos relevantes neste período. 

F.V: Como será essa licença? é remunerada?
R.F: A licença é sem remuneração. Vou ficar afastado até o início de março do próximo ano.  

F.V: O que o senhor pretende fazer neste período?
R.F: Vou fazer um balanço do meu mandato,  conversando c=com as pessoas e tratar das agendas locais, estando mais presente no dia a dia dos capixabas. Pretendo circular na Grande Vitória e pelo estado. Isso é complexo de se fazer durante um mandato por conta dos períodos em sessão. 

F.V: Sobre o senador Aécio neves, como o senhor vê o retorno dele para o senado?
R.F: É uma cena lastimável, porque na prática, o Senado disse que devolveria o mandato do senador para que a comissão de ética fizesse uma avaliação. Mas na semana seguinte, a comissão arquivou. Esse é meu desabafo e o desabafo do povo brasileiro. O senado dialogou com impunidade e com o corporativismo. 

F.V: O PSDB vai rachado para eleições do nono presidente. Quem o senhor apoia, o prefeito Max Filho ou o vice-governador Cesar Colnago?
R.F: Meu posicionamento é conhecido. Eu gostaria que tivéssemos uma unidade, inclusive trouxemos o presidente do partido, o senador Tasso Jereissati para uma reunião, mas não foi possível fazer essa união. Em relação ao meu apoio, eu ainda estou avaliando o processo. 

F.V: O PSDB e PMDB continuam juntos em 2018?
R.F: Eu penso que não. Na minha avaliação,  o PSBD deveria ter deixado o governo há muito tempo. Nos fomos protagonistas no processo de impeachment da presidente Dilma que foi afastada pelos crimes de cometeu. Naquele momento foi importante que estivéssemos juntos. Mas na sequência vieram os escândalos com o presidente da República e seus principais  ministros e  penso que deveríamos ter deixado o governo. 

F.V: E a relação com o governador Paulo Hartung, vocês conversam sobre o que é melhor para o estado?
R.F: A relação com governador paulo Hartung segue normal.

F.V: Bolsonaro desponta como opção a presidência, como o senhor avalia essa candidatura?
R.F: Bolsonaro é produto e consequência de toda essa conjuntura que transformou os políticos em momento de incerteza. É manifestação de protesto quando a gente vê o pais mergulhado em uma crise moral, crise política, crise ética,  aparace como um justiceiro que simplifica questões complexas. Mas o processo eleitoral só começa o ano que vem é quando realmente os candidatos vão debater ideias e discutir propostas para o país.  Não me parece que o melhor para o momento radicalismo, penso que o segredo é o meio.