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Justiça nega liberdade de policial militar acusado de matar a namorada

Polícia

Justiça nega liberdade de policial militar acusado de matar a namorada

A decisão é da 1ª Câmara Criminal do TJES. Itamar Rocha Lourenço Junior, acusado de matar Ana Clara Cabral, em fevereiro, continua preso no Quartel da PM

Itamar é acusado de matar a namorada, Ana Clara Cabral, em fevereiro deste ano Foto: Reprodução/Instagram

A Justiça negou, nesta quarta-feira (08), o pedido de Habeas Corpus feito pela defesa do soldado da Polícia Militar, Itamar Rocha Lourenço Junior, acusado de matar a namorada, Ana Clara Cabral, de 19 anos, no início de fevereiro. O desembargador relator do processo, Jorge Henrique Valle dos Santos, da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), foi acompanhado à unanimidade em sua decisão.

O magistrado entendeu que a argumentação da defesa, de que não haveria nos autos os requisitos necessários para a decretação da prisão preventiva do acusado, não procedia. Em sua decisão, o juiz afirmou que "os indícios de autoria são suficientes para embasar o decreto segregatório".

Jorge Henrique Valle dos Santos também acrescentou, em seu voto, que os laudos e receituários emitidos há mais de um ano, apresentados pela defesa, não comprovam que Itamar possui problemas psicológicos. Tal alegação convenceu a juíza Sayonara Couto Bittencourt, da 4ª Vara da Fazenda Pública Estadual, Municipal, Registros Públicos, Meio Ambiente e Saúde, a suspender o processo administrativo demissionário que Itamar respondia, a pedido da Corregedoria da Polícia Militar. O policial continua preso no Presídio Militar, no Quartel de Maruípe, em Vitória.

O inquérito da Polícia Civil sobre o assassinato de Ana Clara foi concluído e encaminhado ao Ministério Público. Itamar foi indiciado por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver. O soldado continua preso no Quartel da Polícia Militar, em Maruípe, Vitória. 

O corpo de Ana Clara foi encontrado na noite do dia 5 de fevereiro, às margens da Rodovia do Contorno, após Itamar indicar o local onde ele foi deixado. No corpo da jovem, havia marcas de cinco tiros. Ela estava desaparecida desde a madrugada daquele dia, após ter saído com o namorado. 

Inicialmente, Itamar Junior havia dito que foi abordado por dois homens armados ao sair de um motel em Cariacica. Segundo o policial, os supostos bandidos o renderam e roubaram o carro, levando a namorada, a arma e os pertences do policial. 

No entanto, o carro do PM foi encontrado, no bairro Nova Rosa da Penha, em Cariacica, com marcas de tiros. De acordo com policiais, as marcas indicam que os disparos foram feitos de dentro para fora do veículo. No interior do carro também foram encontradas marcas de sangue.