Polícia

Equipe do Balanço Geral vai ao local onde criança foi violentada e torturada em Cariacica

Os vizinhos estão chocados com o crime bárbaro que aconteceu na última semana. Após ficar foragido, o principal suspeito foi encontrado dentro de um lixão

Isadora não resistiu aos ferimentos após ser violentada  Foto: TV Vitória

A equipe do Balanço Geral, da TV Vitória/Recod TV, esteve na manhã desta segunda-feira (22) no bairro onde Fabiane Isadora Claudino, de apenas dois anos, morava. A casa da vítima, que fica em Cariacica, foi o cenário do crime bárbaro que aconteceu na última semana. A menina não resistiu aos ferimentos e morreu após ser estuprada e torturada. O principal suspeito do crime é o padrasto dela, Michael Lelis, de 28 anos

A família da vítima morava no local há dois anos, mas os vizinhos não os conheciam. Mesmo assim eles disseram que a revolta e indignação não diminuem. “Eu não sei nem o que falar, pois a nossa justiça é muito fraca. Pode hoje prender, mas amanhã ele já está solto pela rua. É o que vai acontecer”, afirmou o aposentado Celso Beninca. 

Já outro morador se emocionou ao falar sobre o crime. “Eu estou indignado com isso aí. Deus me livre uma coisa dessas. No Brasil tinha que ter pena de morte para esse tipo de gente”, disse o aposentado Paulo Carolino.

O padrasto da menina foi preso no último sábado (20) e confessou o que fez com a menina. “Ela começou a chorar e não parava e eu acabei fazendo o que fiz. Eu queria pedir perdão a mãe dela, a minha família e assumo a minha culpa”, disse o suspeito.

O suspeito confessou o crime Foto: TV Vitória

De acordo com a informações da polícia, tudo começou na última quinta-feira (18). Isadora ficou sozinha com o padrasto em casa. Quando a mãe chegou do trabalho, a noite, chamou a menina pelo nome, como de costume. Ao ver que a criança não respondeu, a mãe já percebeu que algo estava estranho. Viu que ela não estava bem e correu para o Pronto Atendimento do Trevo, em Alto Lage. O detalhe é que o padrasto foi junto, demonstrou preocupação e até então a mãe não desconfiava de nada.

Logo que Isadora deu entrada, a Polícia Militar foi acionada pelos funcionários do PA. Neste momento Michael fugiu, mas a PM já tinha começado o trabalho para capturá-lo e ainda acionou a Polícia Civil.

“Houve suspeita que havia um indício de violência sexual contra a criança, a PM chegou ao local e a partir daí foi feito o levantamento no sentido de tentar localizar esse indivíduo. Nós também fizemos contato com a Polícia Civil para que a gente conseguisse prender”, disse o major Moraes, subcomandante do 7º Batalhão. 

Enquanto a polícia procurava pelo padrasto, os médicos constataram que o estado de saúde da menina era gravíssimo. No PA ela teve três paradas cardíacas e precisou ser transferida para o Hospital Infantil de Vitória, e foi submetida a uma cirurgia. Isadora não resistiu e morreu no final da manhã da última sexta-feira (19).

A mãe pensava em se separar do acusado Foto: TV Vitória

O corpo da criança foi levado para o Departamento Médico Legal (DML) e submetido a exames. Segundo a polícia, foi constatada a violência sexual e ainda várias agressões. “Nós não temos dúvida nenhuma mais, o exame comprova, é uma prova técnica e robusta. Infelizmente houve abuso sexual, que além de abusada foi torturada e morta pelo padrasto na noite de quinta-feira. Houve espancamento, inclusive com rompimento de órgãos internos da vítima e a quebra de braço. Essa criança sou submetida a uma verdadeira sessão de tortura. Algo repugnante e inaceitável”, afirmou o delegado Lorenzo Pazolini.

O suspeito foi encontrado dentro de uma caçamba, as margens da BR-262. Para a polícia, isso foi possível por conta de várias denúncias recebidas através do 181. O titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) agora vai concluir o inquérito e encaminha-lo para a Justiça.

Para a família, mesmo com o homem que seria o responsável na cadeia, a dor de perder a criança é sem fim. A mãe até se sente culpada, porque o rapaz já tinha agredido as duas. “O que estou sofrendo, além da morte da minha filha, é ver todas essas reportagens, todas essas coisas como se eu fosse culpada da morte da minha filha”, relatou Maria Izabel.

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